terça-feira, 6 de maio de 2014

Moda masculina procura seu lugar no Brasil

Otimistas com o aumento do consumo de roupas para homens no país, estilistas que desfilam na São Paulo Fashion Week apontam os principais receios e erros cometidos pelo brasileiro na hora de se vestir

Foi se o tempo em que moda para homens significava encontrar uma roupa limpa e passada dentro do armário. Se vestir bem e prestar atenção na aparência entraram, paulatinamente, na lista de interesses do brasileiro, que aprendeu a usufruir dos frutos que uma boa imagem pode trazer. O ousado João Pimenta, considerado um dos principais estilistas de moda masculina no país, viu a marca que leva seu nome dobrar as vendas em 2013. Já a última coleção para homens da descolada Colcci, que desfila no terceiro dia da semana de moda paulistana, bateu 40% do faturamento total da empresa, contra 19% do fechamento de 2011. No mundo o cenário é parecido. Para este ano, espera-se que o mercado de moda masculina alcance 402 bilhões de dólares, um aumento de 14% desde 2011, segundo pesquisa realizada pelo Marketline, divulgada no site ReportLinker. 

“O homem estava focado em ganhar dinheiro e ter um bom carro para parecer bem sucedido. Porém, novos pilares se levantaram. Ele quer o carro e o dinheiro, mas precisa cuidar do visual que lhe dá uma condição de autoestima e melhora seus relacionamentos, tanto na vida profissional quanto afetiva”, diz Alberto Hiar, diretor criativo da marca masculina V.Rom e da Cavalera, que desfilou no primeiro dia da SPFW.

Contudo, consumir não é o mesmo que saber usar o que foi comprado. Logo, a necessidade de informações direcionadas para os homens deu abertura para o surgimento de diversos blogs sobre o assunto, fenômeno virtual já conhecido no universo feminino. O estudante de moda Leonardo Azevedo, 20 anos, foi um dos que percebeu a lacuna e criou, há dois anos, o blog Armário Masculino. “Meu site é visitado por vários tipos de homens e de diferentes idades. Eles também estão  preocupados com os cuidados de cabelo e de pele. Recebo cerca de cinquenta dúvidas de leitores por dia”, diz. Desde a criação do endereço eletrônico, Azevedo viu triplicar a quantidade de acessos e hoje vive com a renda gerada pelo site. O mesmo caminho foi seguido pelo publicitário Guilherme Cury, 26 anos, do site Moda Para Homens. Hoje com 1,5 milhão de visitas por mês, o blog sustenta seu criador, que dá dicas variadas de moda e beleza para homens e até algumas mais práticas, como acabar com o chulé do sapato.

“Há um público que está aguçado por novidades, mas tanto as marcas quanto a indústria têxtil precisam valorizar o consumidor masculino. Existe mais a procura do que a oferta”, diz João Pimenta em entrevista ao site de VEJA. “O mercado de moda é imediatista. E mulher consome mais, por isso as marcas preferem focar nelas. Homens são diferentes, eles são mais conscientes, logo consomem menos, mas querem roupas duradouras e de qualidade”, conta o estilista que decidiu se dedicar exclusivamente ao ramo da indumentária masculina após receber muitas visitas de homens em sua loja - que na época era voltada apenas para o feminino - em busca de algo diferente que pudessem usar.  

Percalços 

Apesar do crescimento numérico em vendas e da busca por novas informações, o estilista da coleção masculina da Colcci, Jeziel Moraes, ainda enxerga diversas pedras no caminho do brasileiro que o impedem de ser considerado um homem realmente elegante e estiloso, como os europeus já são, por exemplo.

“O consumidor ainda está muito preso aos commodities do guarda-roupa masculino, ele continua a consumir o arroz e feijão disfarçado”, diz Moraes. “A principal culpada, na verdade, é a mulher. Quem veste o garoto na infância é a mãe, depois vem a influência da namorada, da noiva, da esposa. E elas querem passar a ideia de homens másculos, bem-sucedidos. A mulher não quer seu homem questionado, que pensem que é gay ou moderninho, por isso compra sempre o mesmo tipo de roupa, com proporções erradas e não deixa o homem tentar coisas diferentes”, conta.

O receio de associar a opção sexual à roupa é ainda mais significativo quando o próprio homem faz suas compras. “Por mais que eles estejam abertos para consumir, os garotos ainda tem muito medo de parecer afeminado. Por isso, na roupa masculina, não podemos ousar muito”, diz Pimenta.

Histórico  

O comportamento conservador do  brasileiro na hora de se vestir é explicável, não só pela cultura nacional, que  mantém traços machistas, mas também porque o hábito de consumo do nicho ainda é novo no país.

“Na moda brasileira, nos anos 1950, o homem comprava no alfaiate uma roupa sob medida. Na década seguinte, surgem as primeiras lojas especializadas com modelagem pronta. Nos anos 1990, com as marcas de jeanswear e a alfaiataria jovem, o interesse por moda masculina no país começa a se formar”, conta Astrid Façanha, professora de moda do Centro Universitário Senac. Apenas nos anos 2000, com a globalização e a necessidade de mostrar uma boa imagem, que o ramo especializado em vestimenta masculina encontra um lugar no Brasil, fomentado pela busca do consumidor que quer roupas de melhor qualidade e design.

Recentemente, o desejo pelo varejo de luxo, velho conhecido das mulheres, também entrou na cartilha masculina, o que levou à procura de marcas como a nacional João Pimenta, que usa técnicas de alta costura, e das estrangeiras, como Armani e Salvatore Ferragamo. “A oferta é grande e variada, e se existe oferta, existe demanda. O homem entendeu que a aparência é importante, que ele não pode mais ser padronizado. Ele tem que sair da caixinha e mostrar quem ele é. E a moda o ajuda nesse processo”, diz Astrid.

Fonte: http://veja.abril.com.br/ 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Pesquisa mostra resultados positivos na aplicação de corantes naturais na indústria têxtil


Da natureza vem a inspiração para várias tonalidades - Foto: Eclyde
Você já se perguntou de onde vêm as cores presentes nas roupas que usamos? A maior parte delas é oriunda dos corantes artificiais, que precisam ser misturados à água para chegarem à tonalidade correta na hora da aplicação ao produto. Porém, os resíduos desse processo descartados incorretamente acabam prejudicando corpos d'água. No entanto, um ramo que surge como alternativa é o dos corantes naturais, que têm se mostrado muito eficazes. Um exemplo disso é a recente pesquisa de Janice Accioli Ramos Rodrigues.

A aluna de mestrado da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), da Universidade de São Paulo (USP), realizou uma pesquisa que consistia em buscar na natureza corantes que pudessem ser usados em tecidos, de modo a diminuir o impacto causado pela indústria têxtil. O local escolhido para extrair os pigmentos foi a Amazônia, região conhecida pelas variedades de espécies e por dispor de aditivos naturais que movimentam a economia e o mercado de trabalho do locais. Os corantes naturais escolhidos para o estudo foram: andiroba (Carapa guianensis Aubl.), açaí (Euterpe Oleracea), jenipapo (Genipa americana L.), mamorana (Pachira aquática Aubl.), cipó verônica (Dalbergia subcymosa Ducke) e urucum (Bixa orellana L.). Os componentes foram preparados, processados e, posteriormente, testados em tecidos. Os testes se realizaram  em panos planos PT com ligamento de sarja, de algodão 100% e, no segundo momento, em um tecido meia-malha composto por 98% algodão e 2% elastano - o algodão teve predominância devido à origem vegetal.

Andiroba é uma planta comumente encontrada no Cerrado (Foto: Wikimedia)
Após a análise da eficácia do tingimento, um novo teste foi feito para analisar a solidez dos corantes diante da lavagem. Fatores como alcalinidade, alvejamento, ação abrasiva e temperatura foram levados em consideração para concluir a análise. Após a experiência foi feita uma cartela de cores como resultado das colorações, uma coleção e quatro artigos de vestuário com tecidos tingidos. “Quanto aos resultados, pode-se dizer que se chegou ao objetivo proposto, pois foram obtidos corantes aptos a serem usados na indústria têxtil, com boa solidez às lavagens e à luz, além de terem sido produzidas peças de roupa em tamanho normal para aplicação dos mesmos”, disse a pesquisadora.
Urucum: a tonalidade vermelha é fonte de pesquisas sobre corantes (Foto: Leonardo Ré Jorge - Wikimedia)
Os benefícios de utilizar corantes naturais vão além da redução da degradação da natureza e riscos à saúde. Estímulos da indústria têxtil poderiam contribuir para o aumento da economia dos locais de extração, sem danificar o meio ambiente.

Fonte: http://www.revistaecologico.com.br/noticia.php?id=1984

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Infográfico - Regras do que NÃO fazer quando o assunto é Copa do Mundo

Cuidado para sua empresa não ser processada! Saiba como evitar problemas para sua marca ao elaborar estratégias para aproveitar o maior evento esportivo deste ano


Via: www.mundodomarketing.com.br

quinta-feira, 1 de maio de 2014

As aclamadas campanhas de jeans dos anos 90



Revisitada pelas tendências nas últimas temporadas, a década de 90 e seu estilo característico com jeans de cintura alta, tops cropped, calças skinny e camisas xadrez, foi responsável por uma publicidade controvérsia na moda, reverenciando o estilo heroin chic (pele pálida, marcas roxas pelo corpo e aparência grunge) e o sexo adolescente, principalmente quando relembramos as campanhas da Calvin Klein Jeans, que através de seus anúncios chocantes conseguiu conquistar o público jovem da época.




Além da Calvin Klein, a Guess, GAP, Versace e Bongo Jeans eram importantes protagonistas no cenário de moda jeanswear dos anos 90 e criaram anúncios memoráveis com nomes prestigiados como Claudia Schiffer, Kate Moss e Liv Tayler.




Muitas vezes fotografadas por nomes importantes da moda como Steven Meisel, uma das coisas mais interessantes é olhar para essas imagens e ver quão atuais elas continuam sendo até hoje e, para os pertencentes da geração Y, ao mesmo tempo nostálgicas.





Fonte: Guia Jeans Wear
Imagens: Reprodução








quarta-feira, 30 de abril de 2014

Identidade em QR Code para marcas brasileiras

A ABEST (Associação Brasileira de Estilistas) inicia 2014 com uma nova tecnologia para suas 93 grifes associadas: a entidade passa a empregar o QR Code para substituir todo seu material gráfico nas feiras que participa no exterior para promover os negócios da moda nacional. A novidade também estará disponível no site do projeto +B Export, criado em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), com a proposta de incentivar as exportações do setor, além da promoção da imagem da moda brasileira e do Brasil.

Os conteúdos em QR Code, disponíveis online e nos eventos, trazem dados sobre o perfil e contatos de cada marca e poderão ser lidos em inglês e mandarim. A escolha das duas línguas para as informações é baseada nos mercados estratégicos para a ABEST, que iniciou suas ações na China em 2013 e vem ampliando sua presença nessa região efervescente para os negócios. Além disso, Estados Unidos e Europa permanecem como dois importantes polos para as exportações da moda brasileira. No último ano, as iniciativas da entidade contabilizaram cerca de R$ 40,5 milhões em negócios para grifes de diferentes partes do país.

Conheça o site do projeto +B Export no link: www.brasilfashiondesigners.com

Fonte:http://www.textilia.net/materias/ler/moda/moda-marketing/identidade_em_qr_code_para_marcas_brasileiras

terça-feira, 29 de abril de 2014

Lançada nova feira de têxteis técnicos no Brasil

A Abint, principal entidade do setor de nãotecidos e tecidos técnicos no Brasil, em parceria com a Nascimento Feiras e Eventos, anunciaram a criação da nova feira para atender o mercado de têxteis técnicos, que movimenta por ano no país mais de R$ 1 bilhão e abrange diversos produtos  industriais como telas, lonas para armazéns e blindagem de veículos e nãotecidos de uso cotidiano como fraldas, curativos, lenços umedecidos, entre outros. A Feira Internacional da Indústria de Nãotecidos e Tecidos Técnicos (Fintt) acontecerá de 15 a 17 de setembro de 2015, no Pavilhão de Convenções do Anhembi, em São Paulo (SP), com cerca de 100 marcas expositoras, e deve atrair em torno de 8 mil visitantes. “Nosso objetivo é oferecer um evento que atenda às reais necessidades da cadeia industrial do setor, que tem enorme potencial de crescimento e que, a cada dia, ganha força na economia do país. Para isso, vamos contar com o know-how da Nascimento Feiras e Eventos. Desta parceria, nasce uma feira sob medida e com foco exclusivo no setor de nãotecidos e tecidos técnicos”, ressalta Wagner Souto Carvalho, presidente da Abint.
A Fintt 2015 reunirá fabricantes de máquinas, equipamentos e componentes; covertedores, matérias-primas, insumos, entre outros serviços. “Além de estruturarmos uma feira sob medida para esse setor industrial, vamos também priorizar a qualidade do atendimento aos expositores. Nosso objetivo é oferecer um serviço diferenciado e personalizado”, conclui Hércules Ricco, diretor de feiras da Nascimento Feiras e Eventos. Para saber mais, acesse: www.nascimentofeiras.com.br.


Fonte: http://www.textilia.net/materias/ler/textil/negocios/lancada_nova_feira_de_texteis_tecnicos_no_brasil

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Empresa aposta em SEWING5 e produtos inovadores.

Os mercados dinâmicos de hoje em dia demandam mais do que “apenas” produtos de excelente qualidade. Um dos desafios centrais é a globalização da indústria de vestuário e calçados junto a ela e cada vez mais intensa, cresce a pressão da concorrência. Isto é acompanhado pela necessidade de produtividade sustentável e aumento de eficiência, bem como o constante desejo por coleções e projetos mais elaborados e novos. A resposta para isto é o SEWING5, o novo conceito de serviço. Representa o cinco S: Suprimento, Soluções, Serviço, Superioridade e Sustentabilidade.
Suprimento: A arte de ser acessível – em todo o mundo!
Soluções: Encontrar uma solução técnica até mesmo para aqueles problemas que aparentemente não tem solução.
Serviço: ... significa estar lá antes que você precise!
Superioridade: Sempre um passo à frente – com excelentes produtos e seguindo os mais altos padrões de qualidade.
Sustentabilidade: Sustentabilidade significa assumir a  responsabilidade.

A Groz-Beckert é uma empresa que utiliza o SEWING5.
A indústria automotiva exige padrões cada vez mais elevados no que diz respeito a aparência, bem como a qualidade das costuras. A Groz-Beckert possui diferentes pontos de agulha para a aparência da costura desejada – inovações contínuas e muitos anos de experiência no setor automotivo fornecem a garantia de qualidade de costura perfeita e máxima satisfação dos clientes.
A Groz-Beckert é o principal fornecedor de agulhas para máquinas industriais, peças de precisão e ferramentas bem como sistemas e serviços para a produção e união de tecidos. Os produtos e serviços amparam os segmentos de malharia, tecelagem, feltragem, acolchoamento e costura. Fundada em 1852, a empresa emprega hoje aproximadamente 8,000 funcionários e possui um volume de negócios de cerca de €540 Milhões. A Groz-Beckert opera com agências, produção e distribuição subsidiária em mais de 150 países ao redor do mundo.
 Serviço
A Groz-Beckert apresenta com seu agente, Grupo NS, os mais recentes produtos e serviços no corredor 5, estande 5118. O tema central da feira será o SEWING5. Este termo refere-se ao plano de serviços da Groz-Beckert em apoio a sua gama de produtos de alta qualidade.



Fonte: Groz-Beckert KG  
(http://www.textilia.net/materias/ler/textil/negocios/empresa_aposta_em_sewing5_e_produtos_inovadores)