sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Vitrines contam história de 4 mil anos de vestuário

Estilista gaúcha investiu 50 anos de experiência em passarelas para criar o Museu da Moda 

É difícil ignorar a construção glamourosa na RS-235, estrada que liga Gramado a Canela, no interior do Rio Grande do Sul. As colunas gregas ostentadas pela fachada do Museu da Moda fazem o primeiro convite para uma viagem de 4 mil anos pelo vestuário feminino.

A atração foi aberta em março de 2012 e já recebeu 50 mil pessoas. Em 2.500 m2, o visitante percorre uma apurada coleção de obras de arte, reproduzidas conforme pesquisas da estilista gaúcha Milka Wolf e da curadora do museu, a historiadora Débora Elmann. São peças fielmente confeccionadas de acordo com modelagem, tecidos, tingimentos e técnicas de costura dos períodos que representam. A coleção começa na Antiguidade, tempo em que o conceito de moda ainda não existia, mas o vestuário indicava distinção social, e chega até os dias atuais.
“Nas viagens que fiz durante minha trajetória como estilista, sempre senti falta de um museu que contasse a história da moda. Então investi para criar um equipamento que tivesse esse conceito”, explica Milka, que aplicou seus conhecimentos de 50 anos na confecção de alta costura e moda prêt-à-porter no projeto. Foram dois anos para concluir a empreitada, entre a conclusão do prédio e a montagem do acervo.




Além dos modelitos reconstruídos – o vestido de Maria Antonieta demorou três meses para ficar pronto – a coleção contém acessórios e utensílios ligados à costura, garimpados em antiquários ou doados por socialites de Porto Alegre e região.

A produção cuidadosa dos cenários contribui para a viagem no tempo. Em muitos casos, os modelos expostos são réplicas dos que estão nos retratos que compõem os ambientes. A pesquisa foi tão minuciosa que exigiu manequins especialmente produzidos para determinadas épocas. “Cinturas muito marcadas e cabeças na proporção real tiveram que ser encomendadas”, explica Milka.
Na parte final da exposição, o Museu da Moda tem espaço para mostras temporárias. 

Serviço

Museu da Moda
De domingo a terça, e às quintas, das 10 às 18 horas, sextas e sábados, das 10 às 19 horas. Fechado às quartas-feiras. Crianças até 6 anos não pagam ingresso. 
Estudantes e maiores de 60 pagam R$ 17,50. Adulto paga R$ 35. 
Endereço: Av. Ernani Kroeff Fleck, 1810, fone (54) 3282-1121, Canela-RS. 
Informações no site www.museudamodadecanela.com.br

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Roupas inteligentes estão na moda

Meias que não deixam cheiro, camisetas que não amassam e camisas com propriedades terapêuticas são itens do dia a dia para alguns.

Uma roupa prática e bonita. A combinação de estética e utilitarismo tem sido a bola da vez na indústria das roupas inteligentes, um mercado que cresce a cada ano, e por um combinado de duas razões: por um lado, a queda na qualidade dos tecidos baratos faz o consumidor pagar mais caro para vestir uma peça com maior durabilidade; por outro, o leque de vantagens que a nanotecnologia vem imprimindo em novos materiais tornaram os tecidos inteligentes extremamente atrativos para esse consumidores. As vantagens vão de melhorias na saúde a praticidade na hora de se vestir – como meias que não deixam cheiro e roupas que não amassam.

No ramo da saúde, uma camisa e uma luva, indicadas para aliviar dores crônicas, foram desenvolvidas pela empresa Invel, para levar o tratamento terapêutico para além do consultório. “Nós tínhamos a tecnologia para fazer esse tratamento, mas a pessoa tinha que se deitar sobre um aparelho e uma clínica, usar cintos e ataduras, tudo para ter o efeito desse tecido que desenvolvemos em 2005”, conta Carla Taba, CEO da empresa. Ela explica que o tecido responsável pelas propriedades terapêuticas da camisa é a Biocerâmica MIG 3, que estimula o ácido nítrico no corpo humano, responsável pela vasodilatação e por um consequente relaxamento muscular. “A indicação para a camisa é usá-la por pelo menos 14 dias consecutivos por oito horas diárias. E a luva, por 28 dias”, completa Carla. A camisa quanto a luva são registrados como produtos médicos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e custam a partir de R$ 190.

Proteção

Efeitos práticos como a absorção e evaporação do suor, eliminação de odores e proteção contra raios UV também são procurados por usuários de tecidos inteligentes, principalmente esportistas e aventureiros amadores, mas não apenas eles. O fotógrafo Murilo Ribas, de 31 anos, é um exemplo. Ele tem três camisas de manga comprida de poliamida forrada com poliéster que oferecem proteção contra os raios solares, que ele usa para trabalhar. “Às vezes fico o dia na rua, pegando sol, e a roupa oferece esse benefício”, conta. A proteção extra não foi a razão pela qual se decidiu pelas camisas, mas foi determinante para escolhê-las. “Tenho muitas tatuagens nos braços, e com o tempo, o sol vai desgastando a pele e as tintas”, justifica. “Elas são bem frescas, secam rápido e não amassam. Quando fiz um mochilão pela Europa, elas se mostraram muito práticas. Era só lavar, embolar e colocar na mochila.”


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Tendências de Cores Verão 2015 propostas pela Première Vision Paris

Tendências que serão apresentadas na Première Vision Paris, nos dias 18, 19 e 20 de Fevereiro de 2014, para o verão 2015 do Hemisfério Norte, e que inevitavelmente logo chegam nas passarelas e ruas brasileiras.

As tendências de cor, aqui apresentadas, dão aos criadores pistas do que virá a ser a estação primavera/verão 2015. Estas cores serão largamente divulgadas e deverão, seguramente, influenciar o mercado têxtil.

Cartela de Cores 

Fantasias indisciplinadas 

Amarelo

Libélula




segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

E-commerce de moda amadurece, mas exige serviços diferenciados

Flávio Pripas, Sócio Fundador do Fashion.Me, fala de mitos e verdades sobre a categoria que já é a primeira em volume de vendas, mas ainda tem desafios para ganhar rentabilidade

A categoria de moda já é a primeira em volume de vendas no e-commerce brasileiro, mas ainda enfrenta desafios para se consolidar. As lojas deste segmento vêm passando por um crescimento da ordem de 100% ao ano desde 2008, mas ainda precisam amadurecer em suas estratégias para se transformarem em negócios rentáveis. Com a crescente competição no varejo virtual e os custos cada vez maiores para aquisição dos clientes, as empresas devem investir em serviços e ofertas diferenciadas para aumentar a rentabilidade por consumidor e melhorar suas margens.

O primeiro mito derrubado no varejo eletrônico de moda é de que as pessoas não comprariam sem haver experimentação. A partir de 2011, com o fortalecimento dos clubes de compra e suas ofertas agressivas em termos de preço, os consumidores foram atraídos e a barreira psicológica para adquirir roupas no digital foi transposta. Mas ainda há uma noção equivocada de que o setor é menos competitivo que outros, o que faz com que empreendimentos sejam montados sem o devido planejamento. 

Em 2014, o momento será de educação do mercado, tanto por parte dos compradores quanto por parte dos executivos. “Será um ano para as marcas investirem e formarem a sua base de clientes, educando-os, testando métricas de retorno, de frete, de preço e assim por diante. Apesar do crescimento grande, ainda está bem difícil para um e-commerce de moda se tornar sustentável e gerar lucro. Acredito que a partir de 2015 estas lojas ganharão a mesma relevância que os e-commerces tradicionais”, analisa Flávio Privas, Sócio Fundador do Fashion.Me, em entrevista à TV Mundo do Marketing.

Faturamento das marcas de moda ainda não vem do virtual

Um dos pontos que impede um investimento maior por parte das próprias marcas de moda em plataformas digitais é que uma fatia muito pequena dos seus faturamentos vem dos canais eletrônicos. Muitos varejistas alegam que suas lojas virtuais faturam mais que suas melhores lojas físicas, mas esta métrica não expõe a relevância de cada canal. “Se uma marca tem 200 unidades, o e-commerce realmente será relevante quando tiver um faturamento maior do que 100 dessas lojas. Para mim, o e-commerce de moda se torna realmente relevante quando representa entre 30 e 50% do faturamento”, explica Flávio Pripas.

Este não é um cenário exclusivo do Brasil, mas sim um processo de amadurecimento que acontece em todo o mundo. Como ainda se trata de um mercado em formação, os custos são altos e o retorno é baixo. “A maioria das pequenas lojas não gera nem 10 pedidos por mês e muitas das grandes estão no prejuízo. Os custos de Marketing e de aquisição de usuário são muito maiores do que as receitas geradas com as vendas. Um caso que é público é o da Netshoes, que opera no vermelho. Sabemos de outas lojas que estão em situação semelhante. É um mito que no e-commerce este ganho é imediato, mas este investimento é necessário, pois estamos falando de um mercado em processo de amadurecimento”, complementa o executivo.

Um dos pontos que deve ser melhorado são os serviços e experiências oferecidas no ambiente virtual. Como este é um canal onde o consumidor não terá um contato direto com a peça que deseja adquirir, quando mais a marca disponibilizar na sua plataforma oportunidades de reproduzir a experiência do varejo física, trazer mais informação e conveniência, maiores serão as chances de engajamento.

Mensuração é a chave

Com o barateamento dos recursos tecnológicos, é questão de tempo até que todas as lojas virtuais de moda ofereçam recursos semelhantes em termos de navegabilidade e facilidades. No médio prazo, a diferenciação se dará pela experiência do consumidor e pela qualidade dos produtos que são oferecidos. “Será uma briga interessante, pois como a tecnologia está virando commodity, todos os varejistas terão acesso a todas estas ferramentas”, diz Flávio Pripas.

Em um cenário onde as ofertas estarão niveladas, mensuração será a chave para gerar vantagem competitiva. “O custo de aquisição do cliente deve ser de, no máximo, um terço do que este mesmo cliente vai gerar de retorno em seu tempo de relacionamento com a marca. É uma conta bem simples de se fazer e a web é a única plataforma onde as empresas podem ter absoluta precisão neste cálculo. Mas tenho certeza que a maioria das marcas não faz”, alerta o Sócio Fundador da Fashion.Me.

As empresas também precisam diferenciar o investimento que é feito em conversão direta e conversão indireta. Muitas acabam colocando recursos em ferramentas indiretas, que não geram vendas no curto prazo. “Para empresas que estão capitalizadas por grupos de investidores de risco, esta pode ser uma estratégia para formar mercado, obtendo prejuízo no curto prazo para usufruir dos resultados no futuro. Para empresas menores ou que não dispõe deste capital, tudo deve ser mensurado”, avisa Flávio Pripas, em entrevista ao portal. 

Por Bruno Garcia, do Mundo do Marketing | 24/01/2014
bruno.garcia@mundodomarketing.com.br

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

FASHION PROJECT - Da pesquisa a criação.


Tenha um olhar apurado
para as tendências de moda!


O que é?

O Fashion Project - da Pesquisa à Criação é um curso EAD nascido da parceria inédita entre a Unisinos e a empresa de pesquisa de moda UseFashion.
Durante o Fashion Project, o aluno conhecerá todo ciclo da moda, da pesquisa de comportamento de consumo e identificação de tendências ao desenvolvimento de uma coleção. Com este conhecimento em mãos, ele desenvolverá um olhar apurado para identificar as principais apostas entre os diferentes públicos-alvo que uma marca pode ter. Através da experiência prática, o estudante adquire também total domínio das principais fases de desenvolvimento do produto.

Para quem é?

Voltado para profissionais de moda que buscam o aprofundamento nos fundamentos teóricos. O curso destaca a evolução da moda e sua importância na sociedade, passando pelo ciclo de moda, a pesquisa de comportamento de consumo e identificação de tendências, finalizando com o desenvolvimento de uma coleção.
Para nivelar os conhecimentos, antes do curso é necessário que o aluno já tenha conhecimento em desenho técnico.

Quando?

O início do curso está previsto para abril de 2014.


Como é?

Todas as aulas serão ministradas online através da modalidade EAD que a Unisinos oferece. Não existem limitações de localização, você pode estar em qualquer lugar do mundo e fazer parte deste projeto. Esta também será uma boa oportunidade de conhecer profissionais de todo o Brasil, através do sistema de comunidades da plataforma virtual moodle.

O que é o moodle?

O moodle é um ambiente de aprendizagem virtual usado pela Unisinos. As aulas serão totalmente à distância com interação ao Vivo pelo Adobe Connect. Será disponibilizado aos alunos um material para consulta dentro do ambiente Moodle, sendo um conteúdo dinâmico e adaptado para o estudo à distância. Ao longo das semanas de aula o professor irá acompanhar a turma em seus estudos, interagindo e respondendo dúvidas através dos fóruns e contatos semanais ao vivo com a turma através do Adobe Connect.

* O aluno com melhor nota no projeto final será premiado com uma assinatura de acesso ao Portal UseFashion, além da divulgação do projeto final nas mídias do Grupo



Saiba mais em:
 http://www.usefashion.com/fashionproject/#sthash.OAVwNpd9.EtZn8ECS.dpuf