segunda-feira, 9 de junho de 2014

O varejo de moda em transformação

Com o consumo de roupas, crescendo a um ritmo de 3,9% ao ano (em volumes de peças), estamos assistindo no Brasil uma forte expansão das redes de varejo de moda, aí incluídas as redes especializadas, como Ellus, Le Lis Blanc, Zara, Hering e outras, e lojas de departamento como C&A, Renner, Riachuelo e Marisa. Além delas, têm apresentado um ótimo desempenho na categoria vestuário, os canais Hipermercados e Lojas de Departamento não especializadas, mas que também vendem roupas, como por exemplo, Lojas Americanas, Magazine Luiza e Pernambucanas.
De fato, os estudos do IEMI Inteligência de mercado, sobre os canais de varejo de moda no Brasil, estão mostrando que o crescimento do consumo, turbinado pela melhor distribuição da renda, elevados níveis de emprego e maior facilidade de acesso ao crédito, tem sido capitalizado principalmente pelas redes de maior porte, que vêm apresentando uma forte expansão no mercado brasileiro, nos últimos cinco anos.
As pequenas lojas independentes, por sua vez, também conhecidas como pequeno varejo multimarca, compostas por mais de 118 mil pontos de venda espalhados por praticamente todos os municípios e que historicamente sempre se posicionou como o principal canal de venda de roupas no país, não tem se beneficiado da atual expansão da demanda interna pelo produto. Com um crescimento de apenas 5% em volumes de peças nos últimos cinco anos (2008 a 2012), este canal viu sua participação no mercado se reduzir de 44% para 37% do volume total comercializado e, embora ainda preserve a sua posição como principal canal de vendas para esta categoria de produto no Brasil, já não parece que esta posição poderá ser mantida nos próximos anos.
Ainda de acordo com os estudos do IEMI, este reduzido crescimento do varejo multimarca se deve muito à rápida expansão das lojas de redes, tanto as especializadas, quanto às de departamento, que se tornam cada vez mais onipresentes em grandes centros e, mais recentemente, em cidades de menor porte, ajudadas pela multiplicação dos Shoppings Centers em todo o país.
Cabe lembrar que quase 60% das lojas de shoppings comercializam roupas e que neles se encontram hoje, nada menos que 1/3 de todos os pontos de venda de vestuário no país. Porém, o elevado custo operacional de um Shopping Center, tem inviabilizado a sobrevivência da maioria das lojas multimarcas, que se vêm obrigadas a abrir mão do grande fluxo de consumidores gerados por estes centros de compra, e restringir suas operações no comércio de rua.
Para agravar ainda mais a já forte concorrência das lojas multimarcas, com redes de varejo, é notável o fato de que as lojas de departamento de moda vêm adotando soluções competitivas importantes, agregando cada vez mais valor aos produtos e à experiência de compra de seus consumidores, se permitindo trabalhar com produtos cada vez mais inovadores (fast fashion), diferenciados (coleções assinadas e licenciados) e desejados. Afinal, todos sabem muito bem que qualquer consumidor, independente do poder de compra, quer comprar o melhor que o seu dinheiro pode pagar e que, no caso brasileiro, a nova classe média pode mais e quer mais, criando uma imensa oportunidade para o crescimento das marcas de moda. As redes de varejo especializadas em vestuário tem feito muito bem esta leitura e tem tudo para continuar a crescer bem acima do crescimento médio do mercado.
Indicadores Econômicos
Com relação ao desempenho do mercado de vestuário, observamos que a venda do comércio varejista, como já era esperado, avançou de forma significativa no mês de dezembro. Em volumes físicos o avanço foi de 83,3% sobre o mês anterior e, em valores de venda, de 85,0%. No acumulado do ano, de janeiro a dezembro de 2013, houve alta de 8,8% nas receitas e de 3,5% nos volumes em peças comercializadas.
Por sua vez, a produção nacional destes artigos, em número de peças confeccionadas, apresentou um recuo de 37% em dezembro, quando comparado ao mês de novembro de 2013, o que é normal nesta época, pois marca o período de lançamento de coleções e férias coletivas no setor. No acumulado do ano, porém, o resultado voltou a ser negativo, com queda de (-) 2,9% em 2013, sobre o montante produzido em 2012.
As importações brasileiras de roupas, por sua vez, apresentaram crescimento de 5,3% em dezembro, acumulando alta de 9,1% no ano, em seus valores em dólares. As exportações também obtiveram alta de 7,9% no mês de dezembro, em relação ao mês anterior, embora no ano acumulado do ano tenham registrado nova queda, desta vez de (-)  2,7% (em dolares).

. Desempenho Vestuário Variação no mês 1 Variação Anualizada 2
  Vendas no Varejo (R$) 85,0% 8,8%
  Vendas no Varejo (Peças) 83,3% 3,5%
  Produção Industrial (Peças) -37,0% -2,9%
  Importações (US$) +5,3% +9,1%
  Exportações (US$) +7,9% -2,7%

Fontes: IEMI / IBGE / SECEX
            (1) dezembro 2014 / novembro 2014
            (2) janeiro-dezembro 2013 / janeiro-dezembro 2012

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Moda + Sustentabilidade


O combo Moda + Sustentabilidade não é assunto recente. Alvo de discussões (e polêmicas) frequentes nos últimos tempos, essa combinação tem sim, tudo para dar certo nos próximos anos. Hoje, a empresa que não demonstra sua preocupação com o meio ambiente, automaticamente perde para a concorrência que se preocupa. Os consumidores estão mais informados e o mercado, mais exigente.

Um dos principais problemas enfrentados pela indústria têxtil ainda é o gasto excessivo de água nas suas produções. E todos sabem que a falta de água é um dos principais problemas mundiais. Não só em outros países, mas principalmente aqui no Brasil, diversas regiões sofrem da seca. Então, como a Moda pode entrar nesse cenário para fazer o seu papel?


Muitos ainda não acreditam que a Moda possa ter um papel fundamental no âmbito social, mas aí está a prova. Ora, se a Moda é uma das indústrias que mais movimentam a economia mundial nos dias de hoje, porque não utilizar desse poder para influenciar os cidadãos?

Grandes marcas, como a Levi’s, apostam em inovações no mercado para sua diferenciação e destaque das demais. É o caso do projeto Levi’s Fashion Future 2025, um projeto-convite que procura fazer a partir de agora um mundo onde todos gostariam de estar vivendo em 2025 – e que, convenhamos, se continuar do jeito que está, não será possível. A mudança, neste ponto, não só é bem-vinda, como necessária.


Uma das primeiras ações da Levi’s foi o lançamento da linha Water, utilizando uma técnica de produção que reduz em até 96% o uso de água no acabamento dos jeans. Ela juntou-se também à ONG Water.org, organização que promove a distribuição de água e saneamento em comunidades carentes (hoje, mais de 1 bilhão de pessoas vive sem esse recurso), lançando a campanha: Go Waterless. Na campanha, as pessoas devem imaginar-se em um lugar onde não haja o mínimo de água e saneamento básico possível, para assim começar a poupar e fazer a sua parte. Falar sobre os problemas de falta de água, quando se tem o recurso em abundância, é muito fácil. Difícil é quem passa pelo problema na pele.


Há também a coleção Waste<Less, com jeans feitos, no mínimo, com 20% de material reciclado, utilizando uma média de 8 garrafas por peça. Só para a produção das peças de Primavera 2013, foram utilizadas mais de 3,5 milhões de garrafas PET recicladas. Uma boa quantidade para se tirar do lixo jogado no meio ambiente, não? (fonte: Hypeness)

Além da Levi’s, outras marcas investem na nova tendência da indústria: roupas ecológicas. Marcas reconhecidas no território nacional, como Osklen, Colcci, Goóc, Hering, Malwee e muitas outras, utilizam-se de materiais orgânicos e produções sustentáveis para compor suas araras.

O presidente do Sinditêxtil-SP, durante o Salão Moda Brasil, em 2012, já falava sobre a preocupação com o mercado brasileiro sustentável: “O varejo brasileiro é um dos que mais cresce no mundo e a imagem internacional do design brasileiro vem crescendo. É importante, então, investir em novos produtos, com tecnologia, design e respeito às normas ambientais”, afirma. Talvez um dos maiores desafios para os empresários de moda brasileiros que trabalham com fast-fashion seja a grande demanda de produtos novos semanalmente e, consequentemente, os gastos absurdos necessários para suprir “sustentavelmente”. Mas você sabia que há diversas maneiras de mostrar-se ambientalmente correto?


De acordo com os princípios sustentáveis, a fabricação da roupa ecológica foca em duas coisas: na matéria-prima reciclada ou orgânica, cultivada sem agrotóxicos ou produtos químicos que ferem o meio ambiente; e no processo de produção com menor impacto ambiental. Há também outra maneira de agir sustentavelmente, que é adotar um sistema de produção socialmente responsável, procurando parcerias com comunidades locais e cooperativas e ficando longe de trabalho escravo ou infantil.


Para sobreviver àos desafios do mercado, é preciso manter-se informado, pesquisar, inovar e buscar sempre diferenciar o seu produto, agregando valor, mostrando-se socialmente responsável e ambientalmente correto. Preserve o meio ambiente, cuide de quem sempre cuidou de você! 

Matéria: Lorena Bezerra
Fotos: Reprodução  
http://www.profissaomoda.com.br/materias/2014/05/moda-sustentabilidade

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Especialistas determinam tendência de cores na moda

Backstage da 2nd floor no Fashion Rio 2013/2014. Foto: Agência Fotosite
Na indústria da moda, como em qualquer outro segmento, planejamento é fundamental para a potencialização dos lucros. Com isto, o prognóstico de cores tornou-se um grande negócio, causando impacto não só no setor de vestuário como nos de cosméticos, utilidades domésticas e automóveis.
Para a análise de dados que resultará em um prognóstico, os especialistas observam e interpretam o contexto sociocultural subjacente e indicam uma provável direção que as cores vão seguir.

Erros de aposta sempre custam caro, portanto, é preciso antecipar ao máximo e buscar precisão. Para tanto, os especialistas em prognóstico de cor para a indústria da moda coletam informações em todas as partes do mundo sobre mudanças de interesses do mercado em relação às cores.

Os principais corpos consultivos de cores são o British Textile Colour Group, o International Colour Authority (ICA), o Color Association of the United States (CAUS) e o Color Marketing Group (CMG). Os prognósticos resultantes são baseados em análises e interpretações de preferências feitas em diversos setores do mercado, a fim de se criarem famílias de cores como resultado das pesquisas.

Existem ciclos de cores de curta ou longa duração e para que projeções sejam possíveis os especialistas usam intuição, experiência e matemática. Momentos de prosperidade econômica vendem bem cores vivas e pouco comuns.

Por outro lado, em tempos austeros as pessoas se comportam de maneira mais conservadora em relação ao consumo, escolhendo, então, tons que tendem a ser mais escuros.

Backstage da Salinas no Fashion Rio 2013/1014. Foto: Agência Fotosite
Outro dado interessante e muito relevante é o fato de as cores mudarem com mais velocidade na moda feminina do que na masculina. Além disso, sabe-se que modas que retornam costumam trazer consigo um revival da família de cores que acompanhava os modelos originais. 
Portanto, é evidente a relevância destes conteúdos para que o estilista tenha uma produção coerente com a linguagem do seu tempo, e suas coleções resultem sucesso.

Por Ana Carolina Steil
Pós graduanda em Mídia, Moda e Inovação no Senac/RS e publicado no http://textileindustry.ning.com


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Armazenamento das linhas de costura adequado garante a qualidade


O armazenamento das linhas de costura quando não é feito de forma adequada, pode afetar o desempenho do material. Para que a linha mantenha a boa costurabilidade ela deve ser bem cuidada, especialmente porque entre a compra e o uso há um tempo em que ela fica parada, armazenada. Por isso, o material deve ser guardado em condições adequadas e monitoradas. Isso evita a degradação do item por sujeira, luz, umidade, calor, entre outro.


Você sabe qual é a maneira correta de fazer o armazenamento das linhas de costura? Para auxiliá-lo, abaixo seguem algumas dicas simples que aumentam a vida desses materiais:

- Armazene as linhas em local limpo e livre de poeira;
- As linhas devem estar guardadas em local próximo ao chão de fábrica. Isso faz com que o material esteja acessível e demande menos tempo para buscá-lo;
- As linhas, de algodão ou sintéticas, que não estejam em uso devem ser mantidas em local onde a poluição (fumaça, vapores e gases) seja a menor possível. A exposição das linhas a gases como o óxido de nitrogênio pode provocar o amarelamento das cores mais claras, como o branco.
- A área de armazenamento das linhas de costura deve possuir corredores limpos, prateleiras e suportes que facilitem a organização.

Fonte: Site Coats Industrial

terça-feira, 3 de junho de 2014

Sete tendências de consumo mundial

Tendências remetem a fenômenos sociais de grande envergadura que apresentam uma série de características determinadas

Hoje vamos dividir com vocês algumas tendências que estão agitando o mercado e prometem render ainda mais discussões ao longo do ano. As tendências, tal como entendemos aqui na Interbrand, remetem a fenômenos sociais de grande envergadura que apresentam uma série de características determinadas: continuidade no tempo, por exemplo, é uma de suas principais. Na verdade, é justamente a permanência e a repetição que faz com que um fato se torne tendência.

O que nos interessa então, do ponto de vista de marca, não é o que podemos esperar de novo nas atitudes dos consumidores, mas sim quais são as questões que vêm definindo os hábitos de consumo que se desenrolam com mais força, qual encontrará seu ponto de maturação mais saliente, qual afetará seu negócio e, em última instância, se algumas dessas questões observadas vão, pouco a pouco, deixar de existir.

Podemos mencionar sete fatores que estiveram presentes no ano passado mundialmente e que ainda estão em pauta no mercado brasileiro e internacional:

1. O consumidor no poder

Muito se tem dito do novo papel do consumidor, considerando o auge das comunidades digitais, embora pouco se tem feito, efetivamente, com esta informação. Com essa nova posição do consumidor nos negócios, muitas marcas começaram a utilizar as redes sociais, contrataram especialistas para que as gerenciassem e dedicaram muita energia e investimento para alcançar a fluidez nas conversas. No entanto, são poucas as marcas que atribuem real valor a esse ponto: não se trata unicamente de estar, de interagir, de postar imagens lindas de produtos; se trata, principalmente, de ouvir e atuar em consequência dos insumos fornecidos pelo público. O modelo B2C havia sido destronado por aqueles que sugerem uma aproximação B&C e hoje, para o novo cenário, será B=C a nova fórmula para entender a relação que os usuários estabelecem com suas marcas

2. Transparência

Se alguém quer saber algo, vai atrás, vão lhe dizer ou não. Cada vez mais as pessoas querem conhecer a fundo o que consomem e buscam interagir com marcas e produtos que atendem às suas próprias normas. O que ocultamos de nós mesmos, será justamente o que eles trarão à tona, de uma forma – geralmente – mais grave do que corresponde a realidade. A transparência implica em um diálogo aberto entre marca e consumidor; e a honestidade se demonstra cumprindo consistentemente com a promessa de marca. Fornecer informações valiosas (sobre os aspectos positivos e também sobre os negativos), relevantes e diretas, sem ambiguidades ou que possam despertar dúvidas e ceticismo, é a chave para um relação duradoura.

3. Novos Referenciais

Instituições, partidos políticos e líderes de opinião já não são tão capazes em gerar confiança; as referências mais confiáveis passam a ser as pessoas próximas no cotidiano dos consumidores, que aos seus olhos, demonstram honestidade. Os blogs são um grande exemplo deste ponto, e os fóruns de discussão apresentam outro caminho para a construção dessa relação de confiança. Subjacente a essa tendência é a ideia das marcas se posicionarem de maneira mais humanitária, o que pode vir a ser muito mais relevante para os usuários: estabelecer uma relação com uma marca mais humana do que com uma entidade impessoal e abstrata.

4. Smart shopping

Hoje estamos vivendo uma época em que as marcas ajudam a racionalizar a compra através de todas as ferramentas e formatos digitais disponíveis. Aquela que busca ajudar o consumidor a medir seus gastos e fazê-los de forma inteligente, são as que buscam um lugar no coração deste consumidor. Assim, a compra inteligente está relacionada com a ideia de investir menos do dinheiro necessário, mas também menos esforço: poupar dinheiro e/ou tempo. As marcas que implementam esse tipo de ação se convertem naquelas que dão ao consumidor a possibilidade de ter muito mais de seu produto querido: tempo livre.

5. Menos é mais

Em vista das preocupações cotidianas, as marcas que almejam altos níveis de eficiência e pragmatismo serão aquelas que estarão alinhadas em profundidade com as situações que a maioria dos consumidores enfrentam. Menos é mais aponta, principalmente, para a forma como as marcas comunicam e entendem sua própria realidade. Após a ascensão do Twitter e de seus 140 caracteres, todas as marcas deveriam experimentar sintetizar suas propostas a partir desta perspectiva, mesmo que seja como um exercício que ajude a seleccionar com maior precisão o conteúdo de cada uma das palavras que elas escolhem para se auto-definirem.

6. Em busca da felicidade

Encontramos este tipo de comportamento ao longo de toda a história da humanidade. O que o torna particulamente atrativo hoje é que o vemos mais e mais, a felicidade está diretamente relacionada ao bem estar. A felicidade já não se apresenta como uma única meta difícil de se alcançar. Hoje há uma fragmentação na busca, há momentos felizes todos os dias. Este tipo de micro-felicidade, está muito mais atrelada com o hoje e menos com o amanhã; muito mais vinculada com situações concretas que com um estado permanente. Se trata de uma revalorização do cotidiano, dos vínculos genuínos, do desfrute daquelas coisas que são capazes de nos fazer sorrir.

7. A 3º Revolução feminina

As gerações atuais têm testemunhado como as mulheres conquistaram maior relevância na sociedade e como elas assumem cada vez mais papéis de liderança, convertendo-se em autoridade máxima seja dentro de uma empresa ou frente a um país. No entanto, vemos que diversas marcas, de todas as indústrias, ainda seguem nos mostrando mulheres que só limpam a casa, cozinham ou só se interessam por fazer compras e jamais pretendem ser as protagonistas de um comercial de bebida alcóolica. Essa atitude tendenciosa, principalmente no mercado argentino, inviabiliza as outras mulheres, as fortes, decididas e independentes, que estão presentes em diversos países e culturas, revolucionando o mundo. O problema aqui não é mostrar uma mulher fazendo tarefas domésticas. O problema é mostrar as mulheres apenas fazendo isso, sendo elas as mais bonitas da festa, vaidosas e atentas com o mercado de moda. Os grandes centros de análises de tendências do mundo trazem a tona a discussão de uma 3º revolução feminina: primeiro a luta pelo direito ao voto, depois a luta por igualdade, e hoje a luta por repensar o mundo a partir da liderança feminina. Não se trata do mundo tal como construído pelos grandes homens da historia, mas sim um mundo novo, construído por elas, à sua medida.

Em síntese, essas são as principais macrotendências que começaram a fazer barulho nos últimos tempos e que seguirão em vigência nos próximos meses. O que resulta de interessante em uma abordagem macro é o monitoramento que se segue dessas questões, representando uma ferramenta poderosa, talvez a mais poderosa para as marcas que buscam manter a liderança, construir ou apenas sobreviver

Fonte: Fonte: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/sete-tendencias-de-consumo-mundial?

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Como ficam os negócios com a Copa do Mundo

Evento afeta pouco a distribuição, mas muitas marcas esperam queda de faturamento no período devido ao fechamento das lojas nos dias de jogo do Brasil.
 
A Copa do Mundo vai alterar a rotina das empresas brasileiras do setor que começam a definir estratégias para operar no período. A abertura das lojas será repensada e o lançamento das coleções de verão foi antecipado para não afetar as vendas. Marcas lançaram coleções especiais comemorativas, mas entre os empresários há dúvidas sobre possível queda no faturamento, principalmente nas cidades que recebem os jogos do Brasil. Avaliam que os consumidores vão adiar as compras e o comércio deverá fechar as portas mais cedo.
Júnior Lorensini, diretor do grupo Loors, que tem lojas de pronta entrega de moda feminina no Paraná e em Santa Catarina, afirma que o esquema de distribuição do grupo será mantido. “Nossa única preocupação é em relação aos fornecedores, a maioria de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, diz. Ele acredita que deva haver interrupção no trabalho apenas nos horários dos jogos do Brasil, tanto na indústria, como nos shoppings atacadistas. Em cidades como Maringá, no Paraná, por exemplo, os shoppings já decidiram que vão fechar uma hora antes do jogo.
“Estamos aumentando os estoques, mesmo sem prever a Copa porque as vendas cresceram. Mesmo lançando novidades semanais, o estoque das nossas lojas de atacado estão baixando rapidamente”, diz Lorensini. Assim como muitas marcas, o grupo lançou uma coleção para a Copa, na qual o jeans tem lugar privilegiado. “Os brasileiros estão animados, torcendo, o que pode representar estímulo de vendas”, espera.
A fábrica de moda feminina Emphasis, do interior de São Paulo, manterá o ritmo de produção. “Vamos liberar o pessoal mais cedo para assistir os jogos em casa, mas isso não afetará nosso planejamento", afirma o sócio-proprietário, Valdir Ghiselini. A empresa produz para grandes redes varejistas C&A, Zara e Restoque e não estabeleceu esquema especial de distribuição para entregas no período da Copa.
A Código Girls, de São Paulo, que oferece moda feminina casual e que conta com 51 pontos de venda entre lojas próprias e franqueadas, se beneficia da reposição semanal de estoques. “Trabalhamos no ritmo ‘just in time’, que será mantido. Talvez haja algum atraso no período, contudo, isso não deverá afetar as vendas”, estima o diretor da empresa, Leyre Pinto.
O diretor da Grow Up, marca de moda infantil do Paraná, Eduardo Guelfi, tem outra opinião. Para ele, a Copa vai trazer retração de vendas. “Como os lojistas não venderam ainda a coleção de inverno, as encomendas para o verão estão mais lentas, os pedidos não foram antecipados levando em conta a Copa”, pondera Guelfi.
Outra marca que espera crescimento conservador neste ano é a Anne, que tem 13 lojas de moda feminina no nordeste. “O comércio estará fechado por mais de 20 dias em um mês; serão menos dias de faturamento”, observa a diretora da empresa, Jussara Castro. Fortaleza, Recife, Salvador e Natal, cidades onde a marca tem lojas, vão sediar jogos da Copa.
O calendário de lançamentos também foi alterado devido à Copa. A grife de moda infantil, Gabriela Aquarela, remanejou a coleção de verão de junho para maio. “Aceleramos nossas vendas em maio, inclusive entregas, para não haver interrupções em junho”, afirma Rivânia Aquino, diretora de estilo. Mesmo assim, a empresa prevê queda no faturamento por causa do fechamento das lojas por conta dos jogos disputados pela seleção brasileira.
Para atrair clientes, a Hemb, multimarcas de moda masculina de Porto Alegre, vai ter telão e oferecer pipoca e cerveja aos clientes. “Faremos ações para manter a loja movimentada”, afirma o proprietário, Felipe Hemb. Uma das vantagens da Copa, segundo o executivo, é que muitos consumidores de Porto Alegre que viajariam entre junho e julho vão permanecer na capital para ver os jogos. “Isso pode facilitar as vendas”, completa.

Moda para público masculino impulsiona mercado brasileiro de roupas

Os homens gastam cada vez mais com moda e, quando compram, buscam qualidade e não apenas preço. A previsão da consultoria britânica MarketLine indica que até 2017 o segmento de moda masculina movimente US$ 23,6 bilhões no país. O crescimento nos últimos anos é contínuo. Parceiro da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) em estudos setoriais, o IEMI — Inteligência de Mercado, revela que o varejo de moda masculina cresceu 44,4% nos cinco anos entre 2007 e 2012,  chegando a R$ 47 bilhões naquele ano.
O Sebrae também buscou avaliar o potencial do mercado de moda no país, mas centrou foco nas classes C e D. Os dados que constam do boletim Perfil do Consumo de Moda no Brasil das Classes C e D, indicam que entre 2002 e 2012 o gasto da classe C com produtos de moda cresceu 153%, saltando de R$ 22 bilhões para R$ 55,7 bilhões (valor superior ao gasto somado das classes A e B em R$ 10 bilhões). Nesse universo, 54% dos homens dizem ter interesse por moda e 61% afirmar optar por roupas de marcas conhecidas.

Grifes aderem às semanas de moda

De olho nessa nova demanda, as marcas têm investido no guarda-roupa dos homens. Prova disso é a adesão de grifes masculinas às semanas de moda pelo mundo, antes um ambiente dominado pelo vestuário feminino. Por aqui, o principal evento de moda do Estado endossa essa novidade: na próxima edição do Donna Fashion Iguatemi, três das 10 marcas que subirão à passarela irão desfilar tendências outono/inverno para eles: Spirito Santo, Brooksfield e Richards. Duas delas — Brooksfield e Spirito Santo — são exclusivamente de moda masculina.
A Spirito Santo, aliás, já colhe os bons frutos desse crescimento de mercado. Com oito unidades no Rio Grande do Sul, a primeira loja da marca em Santa Catarina foi inaugurada em Florianópolis, em novembro do ano passado e a empresa segue com planos de expansão pelo país. A meta é que, a cada ano, três novas lojas sejam inauguradas.

Fique ligado nas tendências

Um look que vai estar em alta este ano é a calça chino (de alfaiataria), combinada com camisas e jaquetas jeans. Dobre a barra da calça e complete o visual com um mocassim.
O coturno é outra tendência forte entre os sapatos.
Os homens também terão mais opções de acessórios, como as pulseiras de couro ou com contas de porcelana e prata.
Os óculos escuros vintage, arredondados, são uma opção atual.
Para aquecer o inverno, vão estar na moda os casacos e blazers bicolores, especialmente em preto e branco.
As cores em alta são as claras, como os tons pastéis, além do mostarda.
Dicas básicas de estilo

O primeiro passo é saber para quem você está se vestindo. A roupa vai ajudá-lo a construir a imagem que deseja. Se você é um grande empresário, por exemplo, e quer ser visto como tal, deve se vestir a caráter.
Preste atenção na modelagem das roupas, percebendo se elas caem bem no corpo e se estão do tamanho correto. A imagem vale muito e é analisada pelos outros desde o Instagram até o mercado de trabalho.

(Fonte: Diário Catarinense – posteriormente publicado no http://textileindustry.ning.com/ no dia 9 de maio de 2014