quinta-feira, 20 de março de 2014

Abit fecha parceria com Centro de Tecnologia Têxtil de Portugal

A Abit, Abrafas, Senai-Cetiqt e Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e de Vestuário de Portugal (CITEVE), juntamente com  a Associação Selectiva Moda (ASM) e a Associação Têxtil de Portugal (ATP), acabam de assinar um importante Acordo de Parceria para a transferência de tecnologia têxtil de Portugal para o Brasil, com várias ações previstas ao longo dos próximos anos.  A primeira ação será um simpósio internacional no Senai-Cetiqt , Rio de Janeiro, nos dias 8 e 9 de abril,  sobre os têxteis mais tecnológicos em aplicação na atualidade, em diferentes setores, e as últimas pesquisas com “ Têxteis do Futuro”. O evento contará com vários especialistas internacionais, empresas que já produzem esses materiais e usuários finais relatando os benefícios.

Um dos segmentos que mais cresce somente no Brasil, na média de 10% ao ano, com faturamento que ultrapassa a casa dos U$ 2,8 bi, gerando 44 mil empregos.  “O setor têxtil e de confecção do Brasil não se limita à moda. A gente tem várias empresas que produzem esses têxteis tecnológicos, com aplicação na área médica, na construção civil, no setor de transportes, agribusiness e também no vestuário. E, também temos alguns centros de pesquisas desenvolvendo têxteis que a gente ainda nem imagina, pois não está ainda no mercado. Tenho certeza que essa parceria com o CITEVE, que reúne todas as maiores tecnologias têxteis de toda a Europa, irá mudar o patamar do Brasil nessa área em alguns anos” explica Rafael Cervone, presidente da Abit.

"Nosso trabalho consiste em alertar as empresas para as oportunidades na área de têxteis técnicos. Esse fórum vai trazer acesso às melhores produções da Europa e brasileiras no âmbito de têxteis técnicos e tecnológicos. Os empresários e pesquisadores brasileiros terão contato direto com clientes que estão interessados em conhecer melhor o mercado brasileiro e estão dispostos a investir. Esse segmento conseguiu restaurar o setor em Portugal e hoje já representa 25% do têxtil do nosso país. Porque não teria sucesso no Brasil?”, declara  António Braz Costa, diretor geral do CITEVE. Braz ainda afirma que este convênio irá fortalecer um relacionamento de anos com a Abit."

Ainda segundo Costa, têxteis tecnológicos são competitivos quando possuem processos simples de produção. Porém, o custo final certamente também será maior quanto maior for a tecnologia embarcada. “Esses tecidos devem ter um conjunto de funcionalidades para os setores a que se destinam e para que o valor seja percebido. Hoje, as pessoas pagam por um design diferenciado, pois acreditam na agregação de valor dessa peça. Da mesma maneira, as pessoas pagarão por funcionalidades que considerem uma importante agregação de valor como: limpeza fácil,  conservação quase infinita, hidratação, proteção solar, acompanhamento médico de pressão, temperatura, glicemia, recuperação muscular, entre outros. Nos tecidos técnicos a preocupação com sustentabilidade e todo o ciclo de vida desse produto é um direcionamento para todas as pesquisas”, acrescenta.
O I Fórum Internacional de Inovação Têxtil - Presente e Futuro abordará tecidos utilizados na área esportiva, no setor automotivo e aeronáutico, construção civil, agricultura, uniformes de defesa, moda, tecnologias de superfícies e processos sustentáveis. Os pesquisadores são brasileiros, europeus e americanos. Clientes como Exército do Brasil, atletas olímpicos, Malwee, Nike, Citroen, e empresas produtoras como Rhodia, Dupont, Dini Têxtil, Grandene, Cedro, Invista, Golden Química, estarão debatendo cada painel do evento.
O Evento é gratuito e destinado a profissionais e pesquisadores do setor. As inscrições poderão ser feitas a partir do dia 24 de março pelos sites da Abit e do Senai-Cetiqt.

Fonte: http://www.abit.org.br/Imprensa.aspx#1155|ND|C

Levi’s desenvolve sistema para reciclar 100% de água

Processo foi criado em parceria com uma fábrica chinesa e resultou na economia de 12 milhões de litros de água em relação à produção de 100 mil calças jeans femininas.
A norte-americana Levi’s Strauss desenvolveu uma nova maneira de produzir jeans usando 100% de água reciclada. A marca fez um primeiro teste neste ano com a produção de 100 mil calças jeans femininas e reportou a economia de cerca de 12 milhões de litros de água, o suficiente para encher cerca de cinco piscinas olímpicas. A técnica, de acordo com a Levi’s, é o resultado de um novo padrão que será estendido para as fábricas parceiras chamada de “verifiedwater”, projetada para aliviar o stress da produção de vestuário em fontes de água doce.


O processo que recupera toda a água utilizada no acabamento das peças foi desenvolvido em parceria com uma das principais fábricas da empresa localizada no sul da China. A reciclagem acontece em várias etapas da produção reduzindo significativamente a quantidade total de água usada nas peças, segundo a companhia.

Hoje não existem normas para a reciclagem e reutilização da água na indústria de vestuário e a iniciativa pode ajudar a mudar a forma como fábricas usam o recurso, informa a empresa. O processo deve ser adotado gradativamente por seus fornecedores ao redor do mundo. O próximo da lista é uma fábrica da Nicarágua que deverá implantar o processo até o final do ano.

Não é a primeira vez que a Levi’s anuncia iniciativas sustentáveis. Em 2010, a empresa lançou o programa Water Less uma coleção de jeans que absorve uma média de 28% menos de água, chegando até 96% em determinados produtos. Também se comprometeu a reduzir o descarte de produtos químicos até 2020.

Fonte: http://www.gbljeans.com.br/noticias_view.php?cod_noticia=5136

quarta-feira, 19 de março de 2014

Fashion Detox: movimento quer fim de produtos tóxicos na moda

A campanha Fashion Detox foi lançada pelo Greenpeace, é alimentada por mais de meio milhão de pessoas, e exige produtos de moda livre de tóxicos e a preservação da água limpa. Ao assinar o Manifesto Fashion Detox você está participando de um movimento global, exigindo a moda sem poluição.



A iniciativa de desintoxicação foi difundida em 2011 para expor as ligações diretas entre marcas de vestuário global, os fornecedores e a poluição de água ao redor do mundo. De acordo com o movimento, se os consumidores se juntarem, será possível desafiar algumas das marcas de vestuário mais populares do mundo a trabalhar com seus fornecedores e eliminar todos os lançamentos de produtos químicos perigosos na água.

O trabalho de campo e de pesquisa realizado em países tradicionalmente produtores de artigos têxteis, juntamente com os testes de peças de vestuário de marcas famosas em busca de vestígios de produtos químicos perigosos, resultaram no lançamento de relatórios que revelam a verdade tóxica por trás das roupas.

A “chamada” para a moda feita sem poluição também tem ecoado por grandes nomes no cenário da moda, incluindo designers, modelos e blogueiros. As iniciativas podem ser acompanhadas no blog da ONG, e traz tanto informações interessantes, quanto assustadoras.

A campanha tem sido capaz de assegurar compromissos públicos de diversas marcas internacionais, entre elas: Nike, Adidas, Puma, H&M, M&S, C&A, Li-Ning, Zara, Mango, Esprit, Levis, Uniqlo, Benetton, Victoria’s Secret, G-Star Raw Valentino, Coop e Canepa. Para essas empresas, o foco agora se volta para a criação dos planos de eliminação das substâncias mais perigosas e nocivas à saúde humana e ambiental, bem como proporcionar maior transparência sobre os produtos químicos que seus fornecedores liberam atualmente nas águas.

Em outubro de 2013 o Greenpeace Internacional lançou a passarela Detox, uma plataforma capaz de avaliar as medidas tomadas pelas empresas de vestuário sobre os compromissos de desintoxicação. A passarela revelou que, enquanto principais nomes como H&M, Mango e Uniqlo estavam combinando declarações com ações concretas, Nike, Adidas e Li-Ning estavam falhando no cumprimento das promessas.

Como globais players, marcas internacionais são pressionadas a eliminar os impactos ambientais negativos da produção, visto que eles tem poder de barganha junto aos fornecedores, desde o design dos produtos ao controle que podem exercer sobre os produtos químicos utilizados durante os processos de produção.

No site, encontramos apenas uma menção ao nosso país: um depoimento de Oskar Metsavaht, fundador da marca Osklen.

"É imperativo introduzir as melhores práticas na indústria da moda porque ela emprega mais de 30 milhões de pessoas ao redor do mundo e contribui significativamente para o consumo relacionado a terra, a água e a energia. No entanto, ao mesmo tempo, a moda é uma ferramenta de comunicação contemporânea que pode ser usada para causas que ajudem a preservar o planeta. A campanha do Greenpeace alerta sobre a necessidade de desintoxicação neste setor, assim como as camisetas da Osklen as fazem, ajudando a criar uma consciência de sustentabilidade."

Por Maria Alice Rocha
Doutora (PhD) em Design de Moda
http://textileindustry.ning.com/forum/topics/fashion-detox-movimento-quer-fim-de-produtos-t-xicos-na-moda?xg_source=msg_mes_network

terça-feira, 18 de março de 2014

Moda brasileira encalha em Paris

Quase um ano após uma grande operação comercial com produtos brasileiros, lançada em uma badalada festa com milhares de convidados e show do Gilberto Gil, a elegante loja de departamentos parisiense Le Bon Marché - que pertence ao grupo LVMH, líder mundial do luxo - ainda amarga prejuízo com os artigos de moda do Brasil. Motivo: os altos valores cobrados pelas grifes brasileiras, de várias centenas de euros, que limitaram consideravelmente as vendas e provocaram um encalhe de peças.

Segundo apurou o Valor, alguns modelos tiveram bom desempenho de vendas, mas no cômputo geral, as vendas ficaram longe do sucesso esperado. O Le Bon Marché só vende marcas muito sofisticadas. Organizadores do evento chegaram a comentar na época que os preços cobrados pelas grifes brasileiras "eram fora da realidade de mercado" e que se os valores fossem mais baixos, o desempenho teria sido melhor.
Alguns exemplos: um top de seda da Osklen custava, no lançamento do evento, € 315; uma saia estampada da marca Pedro Lourenço saía por € 590; era preciso gastar € 1,5 mil por um vestido em tecido jacar e couro do Reinaldo Lourenço. Isso sem falar nos pijamas de seda da marca Adriana Barra (apenas a blusa custava € 525 e, a calça, € 575). Não é à toa que na "Braderie" que terminou no último dia 8, ainda havia vários pijamas, mesmo com o preço mais camarada, de pouco mais de € 100.
"Isso são preços de grifes de luxo mundialmente famosas. O consumidor, na hora de comprar, prefere normalmente os nomes que todo mundo conhece", afirma o consultor de moda Paulo Pereira, que trabalha há mais de 20 anos em Paris para marcas de prêt-à-porter brasileiras.
Chanel ou Hermès, as grifes mais seletivas no universo da moda, são ainda bem mais caras, mas elas estão em um outro patamar em termos de imagem. "A moda brasileira não é competitiva quando chega à França. Os preços para exportação são muito altos e ainda são multiplicados, geralmente, por 2,5 pelos lojistas e se tornam inviáveis", afirma. Além disso, diz ele, a concorrência na França é gigantesca. "Os estilistas do mundo inteiro querem vender no país e a oferta de produtos é enormes."
Para Pereira, além do problema dos preços, a moda brasileira não consegue se implantar em países como a França porque as empresas têm uma "cultura imediatista". "As marcas participam de feiras e, se não vendem bem em um ano, já desistem logo. É um trabalho de longo prazo e, se a presença não for constante, não dá certo."
Procurado pelo Valor, o Le Bon Marché não quis comentar desempenho das vendas de moda brasileira. A empresa havia divulgado no início do evento - que também incluía produtos como alimentos, bebidas, joias e móveis - prever vendas de € 2,8 milhões. No final, segundo apurou o Valor, as vendas teriam atingido € 2 milhões. Este evento com produtos brasileiros teria sido o maior prejuízo em operações comerciais na história do Bon Marché, devido sobretudo aos artigos de moda.
Mas houve sucessos comerciais no "Brésil Rive Gauche", como o dos sabonetes Granado e Phebo. O elegante estande temporário acabou se tornando permanente no Le Bon Marché.

Leia mais em:
http://www.valor.com.br/empresas/3447202/moda-brasileira-encalha-em-Paris
Por Daniela Fernandes | Para o Valor, de Paris

segunda-feira, 17 de março de 2014

Jeans feminino decorado

Nas passarelas internacionais, as calças revestidas com adesivos, pedras, patches, estampas localizadas e outras intervenções divertidas reapareceram de forma bem discreta.
Embora o reinado das calças justas continue inabalável, as marcas sempre incluem novas silhuetas na tentativa de variar o guarda-roupas feminino. Nos desfiles do outuno-inverno 14/15, algumas grifes mostraram na passarela calças de cortes mais amplos e decorados de maneira divertida ou para dar nova interpretação ao vintage. São variações da boyfriend sem nada de masculino por conta dos revestimentos escolhidos, como pompons e fitas de tule, adesivos que remetem ao mundo dos quadrinhos, patches, estampas localizadas, pedras e metais. Sobrou até para as jaquetas.
Mas, o jeans divertido reapareceu de forma bem discreta com Alexander McQueen, House of Holand, Marc Jacobs e Dondup; enquanto o vintage revestido foi pontual na passarela de Philipp Plein, na coleção de inverno apresentada pela grife em Milão.










sexta-feira, 14 de março de 2014

Plus Size Fashion Week se consolida como evento de moda no país.

A edição inverno 2014 do Fashion Weekend Plus Size aconteceu no dia 23 de fevereiro, em São Paulo, e contou com a participação de doze marcas que fizeram seus lançamentos para o próximo Inverno, tanto na passarela, quanto no salão de negócios.

Destaque para a variedade, que atinge a diferentes gostos, perfis e ocasiões do atual cotidiano feminino: desde a lingerie, roupas casuais até acessórios que valorizam o corpo das mulheres com medidas fora dos estereótipos de beleza do mercado convencional. Tudo alinhado às tendências atuais para a próxima temporada, com modelagens e acabamentos bem trabalhados. Segundo a estilista da marca True Emotion, Larissa Batista, que participa pela primeira vez do evento, a moda plus size deve ser feita com primazia para vestir bem a mulher que está acima do peso, sem deixar de lado as inspirações que norteiam a estação.

Nas estampas o destaque vai para os animal-print, geométricos, étnicos e o que não poderia faltar nesse ano de copa de mundo, a dupla verde e amarelo em bandeiras que enaltecem a torcida pelo Brasil. Além da cor eleita para 2014, a orquídea radiante, que também apareceu na passarela colorindo as peças íntimas, como os conjuntos rendados da Vislumbre e casaco da Melinde. Já nas modelagens, saias e vestidos em formatos em A, recortes estratégicos em comprimentos médios e longos, traziam fendas e peplum na barra.

Foto de divulgação do evento - mulherao.wordpress.com
A alfaiataria rígida apareceu em blazeres, trench coats, e spencer que reafirmam a onda militar do clima gelado. Nos tecidos, forte presença da viscose, renda, veludo de malha, couro jacquard e muitos detalhes em matelassê, spikes e pedrarias que dão destaque para as peças. No quesito complementos, a Korukru, única grife de acessórios presente no evento, mostrou referências nos tempos medievais com cintos largos, corpetes de couro trançados e clutches com pelos e franjas que, inclusive, já foram itens muito observados nas últimas passarelas internacionais. Por isso, está mais do que comprovado que a moda GG já tem o seu lugar garantido no calendário 
do tão valorizado cenário fashion nacional.

Entre as empresas participantes: a fast fashion Pernambucanas, a Melinde, Ênfase Plus, Xica Vaidosa e as estreias da grife da Miss Brasil Plus Size 2013, Aline Zattar e da coleção “Marri Gattô by Renata Poskus – idealizadora do evento”.

Renata Poskus Vaz é jornalista, idealizadora do “Fashion Weekend Plus Size” e autora do blog Mulherão, um dos principais blogs Plus Size do país. É a primeira coleção assinada por Renata, paulistana, que veste manequim 46, tem 1,72 de altura e pesa 84 quilos, conta com 14 peças versáteis para acompanhar as mulheres contemporâneas em todos os momentos do dia, do trabalho para um jantar ou uma balada. Na definição dela, a partir de agora, também estilista, “uma coleção desenvolvida para acompanhar o ritmo de São Paulo, a cidade que nunca dorme”.

Renata Poskuz - foto: fwps.com.br/ 


Linha Marri Gattô by Renata Poskuz

A Coleção  Marri Gattô by Renata Poskuz é composta por 14 peças como saias, vestidos, macacões e camisas, desenvolvidas para atender a mulherões de todas as regiões do país. São peças leves que podem ser usadas em qualquer estação de acordo com a composição do look. As estampas da coleção são semiexclusivas para a grife Marri Gattô – que no segmento Plus Size é a única a utilizar estas estampas coloridas, modernas e que se coordenam entre si. Fendas aparecem em saias, vestidos e macacões, mostrando que mulherões também podem vestir peças sensuais e elegantes.

Nos materiais, a viscose é o carro-chefe por ser confortável e oferecer bom caimento, moldando o corpo. Malhas tipo tricô, mais encorpada, e veludo de malha também estão presentes na coleção.Renata Poskus Vaz declara:  “Fiquei muito feliz com o convite da Tivah para assinar uma linha da Marri Gattô e pensei em peças versáteis, bonitas, confortáveis e com modelagens que valorizam as formas femininas mais generosas, para mostrar que podemos romper paradigmas da moda e vestir roupas modernas, estampadas, coloridas de forma fashion e com um toque sensual, realçando nossas curvas”.

As peças da linha Marri Gattô por Renata Poskus serão comercializadas em lojas multimarcas de todo a país a partir de maio.

Renata Poskus Vaz: mulherão que acredita no poder da autoestima

Quem vê Renata Poskus Vaz andando pelas ruas de São Paulo não imagina como ela ajudou milhares de mulheres a resgatarem sua autoestima e a lutarem contra a ditadura da balança. Em março de 2009, a jornalista criou o blog Mulherão e ganhou milhares de seguidoras ao abordar temas como preconceito contra gordinhas, moda, comportamento e autoestima.

Renata não parou por aí: a jornalista provou também todo seu talento como empresária ao criar o “Dia de Modelo”, uma ação na qual mulheres que vestem tamanho GG de todas as idades podem produzir um book fotográfico, em estúdio, com uma equipe de profissionais de moda e beleza dirigida por Renata. Centenas de mulheres, de diversas cidades brasileiras, já passaram pelo evento e hoje seguem uma carreira profissional de modelo Plus Size.

Sem ter, a princípio, este objetivo e sem planejamento, Renata foi precursora na movimentação de uma parcela muito significativa da população brasileira: mulheres de formas mais generosas e que se sentem felizes e realizadas, como profissionais e como pessoas, e querem opções de roupas que valorizem suas curvas, em peças confortáveis, bonitas e atualizadas com as principais tendências da moda, para trabalhar, passear, namorar. E o passo seguinte foi certamente a mais ousada empreitada de Renata – e também a que teve maior repercussão: em janeiro de 2010, inspirada na “Full Figured Plus Size”, semana de moda para mulheres que vestem tamanho GG realizada em Nova York, a empresária idealizou e dirigiu a primeira edição do “Fashion Weekend Plus Size”, apresentando lançamentos para o inverno 2010. Com grande repercussão na mídia – nas editorias de moda e, principalmente, de comportamento –, o evento hoje faz parte do calendário da moda brasileira com duas edições anuais.

Tivaz Hertz, diretora da grife Marri Gattô, declara: “A primeira coleção da Marri Gattô foi inspirada nas consumidoras Plus Size, a segunda na cidade do Rio de Janeiro e agora para o inverno 2014, escolhemos a cidade de São Paulo com inspiração. Convidamos a Renata para assinar uma linha de produtos porque ela é a cara da cidade, agitada, nunca para”. E completa: “A Renata é hoje a maior referência do Plus Size no Brasil. Sua luta é muito verdadeira e tanto o blog Mulherão quanto o FWPS são extremamente importantes para o segmento, pois abriram possibilidades tanto para as grifes quanto para as modelos”.

Fontes: http://www.fwps.com.br/
Use fashion
https://mulherao.wordpress.com/category/

quarta-feira, 12 de março de 2014

Décadas da moda: qual delas tem mais a ver com você?

Dos anos 1960 aos anos 1990, o verão 2014 reuniu todas as épocas. Mas, afinal, que mulher você é? 

Sessentinha

Você não dispensa cores brilhantes e adora deixar as pernas à mostra? Peças como vestidos trapézio e túnicas são favoritos no seu guarda-roupa e a feminilidade vem sempre em primeiro lugar na hora de montar o look? Esse espírito womanly, que chega lá dos anos 1960, surge renovado na temporada de verão 2014 pelas mãos de Tory Burch, Temperley London e Blugirl.

70’s girl


Se um dos seus maiores sonhos é poder ter participado do festival Woodstock e mulheres como Bianca Jagger, Marianne Faithfull e Farah Fawcett são suas grandes musas de estilo, então a década de 1970 é a sua pegada fashion. Isso significa que pantalonas de cintura alta, batas e vestidos longos são peças que fazem seu coração bater mais forte. Quer atualizar a tendência? Olhe para as coleções de Miu Miu, Topshop Unique e Rachel Zoe.

Beat Oitentista


Lamê, paetês, babados e ombreiras protuberantes são com você mesma. Tudo isso para combinar com as batidas da próxima pista, que provavelmente estará fervendo ao som de Pet Shop Boys, New Order e Madonna. Não tem jeito: você pertence aos anos 1980 e ele a você. Não se preocupe porque, no que depender de Balmain, Moschino e Saint Laurent, não faltarão vestidinhos de um ombro só, texturas brilhantes e muita exuberância para você rodopiar por aí.

Nineties Feelings


Muitos jeans, tecidos esportivos, influências grunge, cores fluo e logotipos por toda a produção. Misture tudo isso no liquidificador e você tem a fórmula perfeita para o visual noventista. Curtiu? Então aproveite porque a década nunca esteve tão em alta na moda e ainda promete bombar em vitrines, editoriais e campanhas de marcas como DKNY, Versace, Rodarte e Alexander Wang.

Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/moda/reportagem/ta-na-moda/decadas-moda-1960-1990-773662.shtml