terça-feira, 11 de março de 2014

Produção de moda: aprendendo com os erros

Um dos ramos que mais cresce e se profissionaliza no universo da moda é a profissão de Produção de Moda, haja vista que para sobreviver num mercado tão competitivo como o varejo de moda é preciso muito investimento na construção de imagens. Sempre digo que “produto por produto o cliente compra onde for mais barato”, vide sites chineses e feiras populares.

Mas para superar a concorrência desleal do preço com os gigantes asiáticos e proporcionar uma experiência de compra satisfatória, é preciso fortalecer a marca, aumentando o seu Brand Equity, ou seja, estimular através das ferramentas de comunicação o aumento da percepção de valor do consumidor.

Recentemente, deparei-me com uma campanha realizada por um grande e prestigiado shopping da capital paulista. Quando esperava o elevador para acessar o shopping, encontrei adesivado em suas portas a imagem que vocês veem abaixo. Continuei meu percurso, sem dar muita importância para o fato.

Mas, ao entrar em outro elevador, logo percebi que o efeito produzido por aquela imagem era mais incoerente do que eu pudera imaginar. Isso se deu quando um rapaz comenta com a sua acompanhante: “nossa, não tem nada a ver a roupa desse casal”.

De fato preciso concordar com ele. Há muitos signos desconexos nessa comunicação. E é papel do profissional de Produção de Moda compor os looks – e obedecer algumas regras – para gerar uma imagem final coerente com aquela que se deseja comunicar, tornando o produto final identitário e desejado pelo receptor.


Assim, tomemos este case como exemplo para discussão de alguns aspectos.

1. A moda tem proporcionado cada vez menos regras na forma de nos vestirmos, porém, aquelas que ainda perduram referem-se, principalmente, ao senso de proporção, ou seja, independentemente ao estilo pessoal que se busca construir numa produção de moda, a gravata do homem deve sempre terminar rente ao cinto.

2. Observe que a barra da calça foi inadequadamente virada para fora, evidenciando além das costuras internas uma total falta de técnica e apreço com o look, tornando-o também lo mais barato do que é.

3. A falta de zelo na produção de moda e, consequentemente, na imagem final produzida, fica evidente na camisa amarrotada. Apenas fotos externas (fora de estúdio) justificariam uma peça minimamente amassada.

4. Você percebe que o sapato da modelo não dialoga com o vestido? Essa falta de comunicação se dá pela incoerência no estilo das peças escolhidas. O vestido é gritantemente Sexy, isto é, um tecido que evidencia o corpo, modelagem justa, área grande de pele à exposição, curto comprimento da peça e cinto de couro sintético; enquanto que o sapato é de um estilo totalmente Clássico.

5. Note como a imagem projetada por cada modelo parece-nos incompatível e como sua imagem final também não reflete a imagem que o shopping, enquanto uma empresa, tem historicamente comunicado aos seus clientes. Essa incoerência é provocante e pode gerar uma sensação de descrédito, além do não reconhecimento do lugar/produto/serviço como adequado as necessidades e interesses do consumidor.

Por Eduardo Vilas Bôas
Professor de Moda do Senac SP
http://lopesstore.blogspot.com.br/2013/12/producao-de-moda-aprendendo-com-os-erros.html

segunda-feira, 10 de março de 2014

Babado forte: o detalhe volta mais sofisticado e em posições estratégicas

O babado desta estação é diferente. Ele vem incorporado à arquitetura da roupa, e não mais como adornos e camadas por cima dela. Menos volumoso e mais estrutural, ele é ideal para modernizar o look dos dias mais frios. Inspire-se!



Apareceu no desfile de: Coca-Cola Clothing. Os babados ganham leitura esportiva no desfile de verão 2014 da grife liderada pela estilista Thais Rossiter e surgem aplicados na barra de vestidos de neoprene curtinhos ou em saias de ares girlie. 
Como usar: Seu formato ondulado adiciona volume à silhueta. Se você não estiver preparada para o look, é melhor eleger as peças que tenham babados aplicados na barra. Agora, se você é dessas que não têm medo de ousar, pode investir em um vestido com ondulações frontais ou laterais, bem dramático. 









O melhor da trend: Antes associado a uma imagem romântica, nesta temporada o babado aparece mais maduro para arrematar produções nos mais variados estilos. Use como quiser!
Na rua: acessórios rocker acertam em cheio.

Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/moda/fotos/ta-na-moda/como-usar-tendencia-do-inverno-looks-babados-moda-roupas-vestido-calca-773811.shtml#1



sexta-feira, 7 de março de 2014

Pantone anuncia cartela do Inverno 2015/16

Nova palheta de cores reflete mudança de atitude de consumidores e empresas, que não mais assumem tons escuros por causa das temperaturas mais frias.

Ao anunciar a Colour Planner Winter 2015/16, a Pantone assume uma nova interpretação para sua cartela endereçada a todos os segmentos em que atua – da moda de roupas aos objetos de decoração, passando por cosméticos e indústria gráfica. Segundo a empresa, no passado, com as temperaturas em declínio, os consumidores tipicamente tendiam para tons escuros, como preto e marinho. Não é mais o que acontece no mercado.


Em comunicado distribuído ao mercado ontem, 18 de fevereiro, Laurie Pressman , vice-presidente do Pantone Color Institute, explicou que a retomada do crescimento econômico e o mundo globalizado, no qual todo mundo vê o que todo mundo usa, o diálogo com a cor não está mais restrito ao período de verão. Empresas e consumidores estariam mais flexíveis a aceitar tons menos tradicionais no inverno. Para acomodar essa nova visão, a Pantone atribuiu oito divisões à sua cartela de cores da estação, a Engage: Impression; Intermingle; Curiosity; Empathy; Connect; Physical; Iconic; e Subliminal.

Começa com cores suaves que vão evoluindo gradualmente para tons intensos e terminando com o que a empresa define como “rajadas de cor”. Como na estação passada, os neutros caminham pelo camelo e o ocre, porém, mais lavados. Também continuam as tonalidades em pastel, e o preto recebe influências de vermelhos e azuis, assim como o vermelho afeta tons de castanho e laranja. Os azuis e verdes serão mais escuros. Permanecem o roxo e o violeta. Os amarelos escurecem até o ocre, enquanto o marrom assumirá tons brilhantes e sintéticos, resume a Pantone, que comercializa o View Colour Planner Fall/Winter 2015/16 por US$ 750.

Fonte: http://www.gbljeans.com.br/noticias_view.php?cod_noticia=5105

quinta-feira, 6 de março de 2014

Marcas populares focam nas tendências para ir além do preço baixo

Entre as tendências apresentadas nos desfiles do Mega Polo Moda, estão o xadrez, o couro e o jeans. O preço acessível é o principal atrativo para quem percorre as ruas do Brás, bairro conhecido pelas lojas populares e onde está localizado o shopping atacadista Mega Polo Moda, que apresentou nesta semana cerca de 1.400 looks para a próxima estação com presença de famosos na passarela. Mas não é só de pechincha que vive a região.


“As confecções estudam as tendências, contam com birôs para consultoria, tem gente que viaja 12 vezes ao ano em busca de novidades”, explica Juliana Gama, gestora de marketing do shopping Mega Polo Moda, que possui mais de 5 mil lojas e faturamento anual de R$ 12 bilhões.
O consultor de moda Arlindo Grund explica que a variedade vai além das tendências e que o Brás oferece moda para todos os tipos de pessoa. “Muitas lojas têm numeração ou modelagens diferenciadas, maiores, por exemplo, que se adaptam ao biótipo de muito mais gente”, diz.
As novidades são produzidas e colocadas à venda rapidamente, característica que atrai milhares de compradores do país inteiro. Iria Dullius, lojista há 35 anos, concorda: “Eu vou à Nova York, por exemplo, sei o que tem lá e é o mesmo que tem aqui. A agilidade é impressionante, praticamente tudo ao mesmo tempo, Estados Unidos, Europa, todos os lugares”. As lojas trabalham com estoque menor para possibilitar esse giro de opções. “Toda vez que venho aqui as vitrines já mudaram”, conta a lojista Cleusa Peres Ribeiro.
A estrutura das confecções também se modernizou nas últimas décadas com investimento em equipamentos de ponta, segundo Juliana. “A qualidade é ótima, não é preciso procurar muito para encontrar peças boas”, dizem as lojistas Mariana Machado Chabregas Rubim e Juliana Machado Chabregas.
A disseminação da informação de moda entre os consumidores refletiu em mais pesquisa por parte das marcas populares. Para Grund, um período econômico mais estável e o acesso à internet são dois fatores que promoveram o contato do brasileiro com marcas internacionais e mais informações. “As pessoas passaram a conhecer outras coisas, aí foi a vez das confecções nacionais melhorarem a qualidade”, completa.
Tendências
Nas passarelas, o destaque para os meses mais frios do ano ficou por conta do xadrez, couro, tricô e jeans. Estampas animais e florais continuam depois do verão entre as padronagens da temporada, mas ganham cores sóbrias e escuras, como marrom e azul marinho.
Confeccionado em diferentes técnicas, o couro recebeu detalhes vazados, costuras aparentes e envernizados com estamparia e cores. O tricô é clássico da estação. As peças trouxeram referências de períodos históricos como o neobarroco e bizantino, por meio de aplicações, bordados, detalhes em dourado e pedrarias. O jeans apareceu em lavagens intensas e estampas em alto relevo, além de texturas como lixadas, acetinadas e emborrachadas.
O consultor Arlindo Grund destaca a mistura de peças mais caras como outras mais baratas. “O ‘high low’ é uma ótima maneira de aproveitar o Brás”, afirma

Fonte: www.boainformacao.com.br

quarta-feira, 5 de março de 2014

O otimismo do consumidor brasileiro e os novos rumos do varejo

Na segunda quinzena do mês de Fevereiro foi divulgada uma pesquisa anual sobre o comportamento do consumidor de nove países emergentes, conduzida pelo Credit Suisse e pela Nielsen. Nela aponta-se o consumidor brasileiro como o mais otimista dentre os países pesquisados.
O percentual de consumidores brasileiros que espera uma melhora em sua situação financeira nos próximos seis meses é de 58%. Apesar de ser o mais alto entre os países emergentes, vem apresentando sinais de queda, pois este percentual já foi de 63% no ano passado.

Essa redução de curto prazo no otimismo pode ser resultado da expectativa de crescimento inflacionário (10% para 40%) dos pesquisados, e tem impacto direto no comportamento do consumidor brasileiro. Ainda segundo a pesquisa, a expectativa de gasto não essencial continua alta, mas parou de crescer. Os brasileiros estão agora mais focados no consumo de itens cotidianos, como roupas, do que de coisas maiores, como casa e carro.
Desta forma, podemos concluir que o consumo está sendo direcionado para bens não duráveis e de alto giro, o que pode ser muito bom para um determinado segmento do varejo brasileiro, e para tanto é importante estar muito bem preparado para este momento.
Claro que com a estabilidade econômica no país, e com a inserção de uma enorme parcela de pessoas no consumo nas últimas décadas, o comportamento do consumidor vem mudando sensivelmente, uma vez também que um maior número de pessoas passou a ter acesso a produtos e serviços que não tinham no passado. Esse consumo foi fortemente impactado de forma positiva como bens móveis e imóveis, duráveis e não duráveis, serviços, viagens, assim como tantos outros segmentos.

De acordo com a pesquisa mencionada, estamos entrando em um momento de maior incerteza em relação a perspectiva econômica, e consequentemente o consumidor deixa de fazer compromissos de prazo mais longo, focando suas compras em produtos de necessidades primárias e secundárias.
Se pensarmos nas necessidades da pirâmide de Maslow, onde as pessoas buscam primeiramente satisfazer suas necessidades primárias e depois as de status e de auto-realização, podemos dizer que o consumidor está descendo alguns degraus em sua pirâmide de consumo. Obviamente que ainda assim buscará satisfazer suas pequenas indulgências, e isso é extremamente positivo para os segmentos de varejo que trabalham com categorias que atendem a satisfação de produtos de alto giro que supram a estas necessidades.

A tendência então é de termos o consumo mais concentrado nos segmentos de vestuário, cosméticos, alimentos, bebidas e serviços também como entretenimento, viagens, e alguns outros. Sem dúvida alguma que isso não é uma regra absoluta, e sim uma tendência baseada em dados resultantes da pesquisa realizada pelo Credit Suisse e Nielsen, sobre os consumidores emergentes de nove países.
Mas como sabemos, a situação socioeconômica de nosso país, juntando as duas informações pode nos dar uma boa ideia de onde e como atuar junto ao varejo nos próximos meses. Acredito que vale a pena ficar atento!

Via Marcelo Murin, administrador de empresas com especialização em marketing e sócio-diretor da SOLLO Direto ao Ponto - http://www.bemparana.com.br/noticia/305537/o-otimismo-do-consumidor-brasileiro-e-os-novos-rumos-do-varejo

terça-feira, 4 de março de 2014

LFW: blusa de manga longa e saia midi são a dupla hit da temporada

No inverno 2014-15 da semana de moda de Londres combinações simples reinam na passarela.

A Semana de Moda de Londres aconteceu dos dias 14 a 18 de fevereiro e mostrou as apostas das grifes britânicas e de estilistas internacionais que estão crescendo no cenário fashion internacional para o inverno 2014-15.
Apesar de ser a fashion week que mais revela talentos, onde eles inclusive exercem a sua criatividade, foi um look, digamos, simples o eleito hit das passarelas: a blusa de manga longa combinada com saia midi.

Issa e Jonathan Saunders (Foto: Imax Tree)

Christopher Raeburn / Christopher Kane / Pringle of Scotland

House of Holland / Richard Nicoll

Issa, Jonathan Saunders e House of Holland apresentaram versões supercoloridas do conjunto. Christopher Raeburn e Christopher Kane optaram pela lisa. Pringle od Scotland foi de tricolor, enquanto Richard Nicoll apresentou um look monocromático. Versátil, a dupla pode ser interpretada por todos os estilos, passando do mais clássico até o fashionista. Até que ficou fácil ser trendy, você não acha?

http://revistamarieclaire.globo.com/Moda/noticia/2014/02/lfw-blusa-de-manga-longa-e-saia-midi-sao-dupla-hit-da-temporada.html

segunda-feira, 3 de março de 2014

Verão 2015: é a hora e a vez do Brasil!

Com certeza será um verão muito vibrante, muito brasileiro e muito feminino, tudo isso por conta da copa do mundo.
O SENAC traz o tema natureza tropical como o mais importante da temporada, justamente falando do lifestyle brasileiro, que se retrata nas cores das matas, das florestas, toda a fauna e flora e principalmente de toda uma orla de um Brasil recheado de praias, a exemplo do Rio de Janeiro. Aparece muita estamparia e muita cor, e ainda, o retorno do Hibisco como uma das principais estampas para a estação.

Falando um pouco da feminilidade, entramos no segundo tema, um tema delicadinho que se chama inocência e sedução traz um resgate dos anos 20 e também dos tecidos naturais, uma coisa voltada pros enxovais das vovós, babadinhos, frufrus e rendas.

Vamos também falar da quebra das fronteiras geográficas através da internet, da geografia global, onde todos os povos da América, Ásia e África trazem um pouco da sua cultura para o Brasil, com destaque para a África, que apareceu muito forte através das cores terrosas, também pinceladas por cores muito quentes. Uma delícia para a estamparia e pra peças bem coloridas. Da Ásia vem a docilidade dos florais japoneses, além da influência do Peru e do México na América.

O street sport vem com força total em cima das tecnologias, trazendo essa cultura street pra moda mais sofisticada, tecidos de alto impacto para serem confortáveis no dia a dia, além da boa e velha camiseta estampada.

É a hora e a vez do Brasil! 

Veja o vídeo na íntegra nesse link:

Fonte: www.terra.com.br