sexta-feira, 30 de maio de 2014

Alerta de tendência: Piquenique Bag

Piquenique Bag nada mais é como já diz o nome uma bolsa de piquenique que mais parece aqueles pacotinhos de lanche de padaria, ao invés de ter um zíper e uma alça você carrega na mão e para fechar basta enrolar como um pacote.
No Brasil, as últimas coleções de verão 2014/15, apresentadas no São Paulo Fashion Week e Fashion Rio, trouxeram a bolsa para a passarela em tamanhos distintos. Versões mais atuais, com outros materiais e detalhes foram destacados pela marca Zara nas últimas coleções de verão, e a estrutura que compreende a estética da embalagem foi mantida. O modelo é uma forma de trazer o cotidiano de maneira divertida para o meio fashion, além disso, a proposta é minimalista e apresentada para ambos os gêneros.




Fonte: http://lalyeomundoazul.blogspot.com.br/2014/05/tendencia-piquenique-bag.html

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Moda brasileira é exportada através de novo e-commerce

A fim de apoiar e incentivar empresas criativas no mercado, o e-commerce de moda Farfetch lançou o projeto Destination Brazil, que pretende levar 16 grifes brasileiras para mais de 140 países por meio de sua plataforma de vendas.

Atualmente, a Farfetch já comercializa 90 marcas brasileiras, mas essa é a primeira vez que expande para o mercado internacional.

"O Brasil é um país que cria uma moda singular. Muitos segmentos do mercado estão vindo para aproveitar as oportunidades que ele oferece. Nós enxergamos esse movimento como uma via de mão dupla e entendemos que o Brasil tem seu espaço a ocupar internacionalmente. O público quer ter essa moda criativa e jovem à disposição", declarou JoséNeves, CEO e fundador da Farfetch em entrevista ao portal "Use Fashion".

E para promover o novo projeto, o site produziu dois editorais de moda com peças das marcas participantes, um fotografado no Brasil e outro na Inglaterra.

A ideia é que o Destination Brazil seja expandido com a inclusão de mais marcas. Por enquanto, as participantes são: Andrea Marques, Blue Man, Brigitte, CrisBarros, EmannuelleJunqueira, FernandaYamamoto, GiulianaRomanno, JulianaJabour, LennyNiemeyer, MarthaMedeiros, Mixed, Osklen, Patrícia Viera, Uma, VitorinoCampos e Zapalla.






Fonte: http://virgula.uol.com.br/lifestyle/moda/moda-brasileira-e-exportada-atr2014aves-de-novo-e-commerce

quarta-feira, 28 de maio de 2014

ALERTA DE TENDÊNCIA: Canatiba aposta na malha denim

A tendência sportswear que invadiu o mercado traz para o segmento jeanswear a malha com aspecto e toque denim e a Canatiba não poderia ficar de fora desta novidade. A empresa acaba de lançar uma linha completa: a família Malha Denim MEGAFLEX®, que ganhou cinco novas versões. Confira.


- Malha Denim MEGAFLEX® 500/2562 – Apresenta tingimento Blue Intenso, peso 11oz e baixo encolhimento (5%). Composição: 90%CO, 9%PES (poliéster) e 1% PUE (elastano).



- Malha Denim MEGAFLEX® 500/2563 – Tingimento Blue Intenso, peso 9,5oz e baixo encolhimento 6%. Composição: 93%CO, 6% PES e 1% PUE.



- Malha Denim MEGAFLEX® 500/2577 – Com tingimento Blue Intenso, peso 8 oz e baixo encolhimento 8%. Composição 92% CO, 7% PES e 1% PUE.



- Malha Denim MEGAFLEX® 500/2579 – Possui tingimento Blue Intenso, peso 10 oz e baixo encolhimento 4%. Composição 86% CO, 13% PES e 1% PUE.



- Malha Denim MEGAFLEX® 500/2578 – Possui tingimento Blue Black e peso 10,5 oz. Composição 99% CO, 1%PUE.



Canatiba aposta na malha denim


Fonte: http://www.guiajeanswear.com.br/noticias/4697/tendencia.aspx

terça-feira, 27 de maio de 2014

Atletas arrecadam R$ 680 mil para criar jeans para pernas musculosas.

Um grupo de atletas do Estado de Nevada (EUA), frustrados por não achar calças jeans que sirvam em seus corpos de esportistas, arrecadaram US$ 306 mil (aproximadamente R$ 680 mil) no site americano de financiamento coletivo Kickstarter para criar uma linha própria: a Barbell Denim, da marca Barbell Apparel. 
"Nós estamos cansados de usar jeans que não são confortáveis e restringem nossa locomoção. Resolvemos consertar isso", afirma a marca na página criada por ela no site americano de financiamento coletivo Kickstarter. 
Na página, a empresa promete entregar um jeans que seja "feito para acomodar confortavelmente pernas musculosas, quadris e bumbum sem forçar as pessoas a comprar tamanhos maiores para a cintura fina para a qual elas trabalham arduamente". 
"Nós queremos jeans que são feitos para pernas fortes, que nos permitam todo tipo de movimento e estejam na moda", afirmou Hunter Molzen, cofundador da marca, ao site da revista "Fast Company". 
"Mesmo para pessoas que tenham pernas que não sejam particularmente musculosas, queremos dar a elas uma opção que permita que elas se movam livremente", diz Molzen.  

Fonte: http://tnonline.com.br/noticias/economia/34,258503,27,04,atletas-arrecadam-r-680-mil-para-criar-jeans-para-pernas-musculosas.shtml

segunda-feira, 26 de maio de 2014

#AmoModaAmoBrasil: ação promove cadeia produtiva da moda

Uma grande campanha para promover e valorizar a moda brasileira foi lançada no dia (20.05). A ação intitulada “Amo Moda Amo Brasil”, idealizada pelo São Paulo Fashion Week (SPFW), é um projeto estratégico de valorização da cadeia produtiva e criativa da moda.

Desfile Alexandre Herchcovitch no SPFW, verão 2015 - Foto: ©Chris Von Ameln/Agência Fotosite
A campanha começa com a divulgação de um filme que faz a analogia entre a cadeia da moda e uma partida de futebol, narrando a criação de uma peça de roupa desde o desenho até a passarela. “Esse é um momento histórico em que todos os olhos estão voltados para o Brasil com a realização de grandes eventos esportivos internacionais. É importante chamar a atenção para o que nos identifica além do futebol e mostrar ao mundo onde o Brasil também é campeão”, disse Paulo Borges, CEO da Luminosidade, empresa que promove o SPFW e o Fashion Rio. A ligação com a Copa do Mundo mostra o talento e a criatividade do brasileiro também na moda. “Queremos mostrar esse grande time que está por trás do sucesso conquistado no mundo nas últimas décadas.”

O lançamento do filme tem por objetivo engajar tanto profissionais e investidores do setor como o consumidor final. Em versões de 40 segundos na internet e de 30 segundos na TV, o filme fica disponível no canal “Amo Moda Amo Brasil” no Youtube, na fanpage oficial da campanha no Facebook e será promovido pelo Portal Terra, além de contar com exibição inicial no GNT e 10 canais Sky até julho.

O objetivo do “Amo Moda Amo Brasil” é destacar a importância dessa extensa cadeia que vai do fio ao varejo e reforçar a identidade da moda brasileira a partir de atributos reconhecidos de qualidade e de lifestyle do país. A campanha se estende até 2016 e tem como patrocinadores Iguatemi, O Boticário e Riachuelo, além dos apoiadores Sky e Terra.

Os consumidores também serão engajados a participar da campanha. Eles serão convidados a compartilhar fotos e status em suas redes sociais com a hashtag #amomodaamobrasil mostrando que optam por produtos de origem, materiais e design nacional.

O estilista Ronaldo Fraga no backstage do seu desfile na última edição do São Paulo Fashion Week©Sergio Caddah/Agência Fotosite
A cadeia produtiva do setor têxtil e de confecções é elo fundamental da indústria da moda e engloba vários segmentos industriais independentes. Sua integração é parte essencial da organização produtiva. Num momento em que países como Estados Unidos, Itália e Inglaterra buscam recompor parte dos seus parques produtivos, o Brasil ostenta uma posição invejável, pois é um dos dez principais mercados mundiais da indústria têxtil e está entre os maiores parques fabris do planeta. O país é o segundo mais importante fornecedor de índigo, o terceiro de malha e o quinto maior produtor mundial de algodão; está entre os cinco principais países produtores de confecção e é um dos oito grandes mercados de fios, filamentos e tecidos.

A indústria da moda brasileira possui 300 mil empresas formais e representa 5,5% do PIB da indústria de transformação, tendo gerado R$ 140 bilhões em 2012, segundo dados da Texbrasil. O setor é o 2º maior empregador da indústria de transformação, sendo responsável por 1,7 milhão de empregos diretos, sendo 75% mão de obra feminina. Segundo a Euromonitor, o mercado brasileiro da moda cresceu quase 300% na última década, ritmo sem igual no mundo.

A campanha “Amo Moda Amo Brasil” contará com exposições, ensaios fotográficos, vídeos e desfiles temáticos. As ações se apoiarão em pontos fortes da cadeia produtiva e criativa da moda nacional a partir de quatro pilares: o algodão, o denim, a moda praia e o artesanal. Em julho, a revista “FFWMAG” publica um especial jeans, reforçando o pilar denim. Faz parte dessa programação a comemoração de 20 anos de criação do São Paulo Fashion Week, em 2015. Para marcar a data, haverá uma exposição histórica e a publicação de dois livros.

Assista ao vídeo através do link: https://www.youtube.com/watch?v=pmfKqB1545c

Fonte: http://ffw.com.br/noticias/moda/spfw-lanca-campanha-amo-moda-amo-brasil-para-promover-cadeia-produtiva-e-criativa-da-moda/

Sexy com as luzes acesas ou desligadas.

Marca italiana cria lingerie que brilha no escuro. Segundo a grife, as peças emitem luz na escuridão total após a absorção solar por três minutos ou ficam fluorescentes por 12 minutos. Ainda de acordo com a fabricante, não existe problema em lavar as roupas, pois a fluorescência faz parte do tecido e não é uma camada de finalização.

Saiba mais no blog da empresa (em inglês): http://bit.ly/1ftae6V

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Road Show aproxima empresários de moda do Paraná e Pernambuco

A capital pernambucana sediou, nos dias 14 e 15 de maio, a segunda edição do Road Show da Moda Paranaense. O evento foi realizado pela primeira vez no Recife e teve como objetivo a promoção de um encontro das indústrias de confecções do Paraná com lojistas e compradores de empresas atacadistas e varejistas do Recife, Região Metropolitana e interior do estado. Compareceram  ainda a presença de compradores da Paraíba e do Rio Grande do Norte.
O Road Show aconteceu no Mar Hotel, em Boa Viagem, e teve a participação de mais de 20 empresas da cidade de Apucarana e região de segmentos como moda feminina, masculina, infantil, bebê, íntima, jeans, streetwear e surfwear. Em comum, esses empresários têm o objetivo de encontrar lojistas parceiros nas regiões Norte e Nordeste do país.
Nesse sentido, foram feitas visitas ao parque fabril pernambucano e a grandes centros de compras voltados para o setor de confecções, como o Parque 18 de Maio, em Caruaru, e o Moda Center Santa Cruz, em Santa Cruz do Capibaribe. As visitas foram estendidas à capital pernambucana, de modo a permitir que os empresários conheçam o potencial de negócios que o estado tem a oferecer no segmento têxtil.
O II Road Show da Moda Paranaense é uma realização da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (ACIA) e do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana e Vale do Ivaí (Sivale). Tem apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Fiep e consultoria especializada da pernambucana J&B Albuquerque Consultores. A primeira edição do evento foi realizada com sucesso no estado do Mato Grosso.
 
Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br

Têxteis com massa cinzenta

O que é que tecnologia médica, o desporto e os equipamentos de proteção individual têm em comum? São sectores onde ao grande impulso da inovação veio juntar-se um investimento igualmente elevado para desenvolver soluções com sensores têxteis que permitam manter e até melhorar o desempenho.

No Instituto de Tecnologia Têxtil e Engenharia de Processos em Denkendorf, dois projetos de investigação apoiados pelo Ministério da Educação e Investigação da Alemanha envolvem vários sensores diferentes. O projeto líder, denominado “SensProCloth”, concerne «o lançamento de vestuário de proteção com sistemas de sensores integrados para unidades de bombeiros e unidades de resposta a acidentes», enquanto o segundo projeto, batizado “iBePol”, deriva do primeiro como «vestuário operacional inteligente para polícia e forças de segurança». Os objetivos gerais de ambos são usar vestuário de proteção com sistemas integrados para captar e transmitir continuamente informação sobre parâmetros vitais, atividades, condições ambientais e eventos, para além de dar aos serviços de emergência comunicação e transferência de dados para as unidades de bombeiros e unidades de resposta a acidentes. Além disso, os sensores devem ajudar a determinar a localização dos serviços de emergência em edifícios e no terreno e numa emergência permitir a avaliação médica de uma condição através dos serviços de emergência, para que possa ser dada assistência a tempo. Além disso, o sistema de comunicação e monitorização deve ajudar à tomada de decisões do controlo operacional móvel.

Todos os sensores para captar os parâmetros vitais estão contidos numa t-shirt que é usada em contacto com a pele. Os parâmetros vitais recolhidos incluem batimentos cardíacos, respiração, temperatura corporal e nível de atividade. A temperatura ambiente no exterior do vestuário é medida para determinar os parâmetros ambientais e são usados parâmetros óticos de gases perigosos. Estes dispositivos de sinais óticos estão também localizados fora do vestuário. O nível de risco é assinalado por uma luz LED com três cores e uma campainha. Quando o vestuário de proteção completo foi submetido ao teste Thermo-Man, envolvendo oito segundos de exposição a um incêndio com 1.000ºC, não houve qualquer impedimento à função de proteção do sistema de sensores. Depois do teste, todos os sensores e LED’s funcionavam perfeitamente. Num contentor foi mostrado que os sensores também medem temperaturas superiores a 250ºC. Foi possível medir consistentemente os batimentos cardíacos e a avaliação subsequente das curvas do ECG mostraram que a qualidade dos dados é elevada. Mesmo a parte metálica do contentor não impediu a comunicação. O projeto “iBePol” aproveita estes desenvolvimentos e pretende-se que seja usado em sistemas de vestuário tanto civis como para proteção. Também se pretende que integre sensores para substâncias perigosas.

A Forster Rohner, por seu lado, está a usar uma tecnologia têxtil antiga para criar têxteis altamente inovadores com máquinas de bordar ultramodernas. A empresa suíça concebe têxteis funcionais com base na tecnologia de bordados. Exemplos disso são a produção de superfícies sensoriais de base têxtil, elementos de aquecimento e estruturas de antena, para além da incorporação de LED’s e células solares. Estes produtos são sobretudo resultado de um desenvolvimento cooperativo e em grande medida estão sujeitos a confidencialidade.

Já a empresa Alpha-Fit desenvolveu uma meia que incorpora fios que são ao mesmo tempo condutores e capazes de fazer medições em determinados pontos para criar uma ferramenta de diagnóstico usada com calçado ortopédico destinado a pessoas diabéticas. Ao contrário dos modelos anteriormente desenvolvidos, é possível captar a distribuição da pressão em 3D e mostrar as pressões relativamente dinâmicas que atuam sobre todo o pé quando se caminha. Usando estes dados precisos, os produtores de calçado ortopédico podem produzir sapatos que têm largura suficiente e apoiam pontos críticos para evitar os efeitos negativos do pé diabético.

O exemplo desta meia demonstra não só a vasta gama de potenciais aplicações dos sensores têxteis, mas também quão importante é a cooperação interdisciplinar nesta indústria. Os parceiros neste desenvolvimento incluem nomeadamente a empresa Novanex de Leipzig, que ajudou a Alpha-Fit em termos de design, desenvolvimento de produto, investigação e marketing. As empresas estão atualmente a trabalhar em conjunto em soluções de mapeamento corporal que ilustrem a distribuição de pressões no corpo à medida que a pessoa se movimenta durante a prática de desporto de alta performance, para que potencialmente possa dar novas informações para o design de vestuário de suporte.

O que foi iniciado pela Alpha-Fit no campo da tecnologia médica pode também ter outras aplicações. A adaptação dos sapatos de ski pode ser uma dessas aplicações. Os esquiadores conhecem a “dor” nos pés, que são obrigados a aguentar por longas horas. Outras áreas de aplicação incluem tapetes de pressão para medir a distribuição da pressão quando alguém se deita no tapete. Neste caso, sensores têxteis “bom sono” reagem à dureza ou suavidade da camada inferior. Os assentos das bicicletas e cadeiras de rodas são outras áreas de possível aplicação a curto prazo. 

Fonte: http://www.portugaltextil.com/tabid/63/xmmid/407/xmid/43357/xmview/2/ID/43357/Default.aspx

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Nova técnica usada nos EUA cria calça jeans que não molha nem suja / Calça Jeans 3D que promete se adaptar perfeitamente ao corpo chega ao Brasil

Na nova técnica, moléculas de parafina envolvem as fibras das calças. Foto: Divulgação
Quando as gotas de água escorrem pelas capas de chuva é sinal de que um repelente de água durável (DWR, na sigla em inglês) está fazendo bem o seu trabalho. Mas, por enquanto, a ação desses produtos se restringe apenas às peças usadas para a proteção em temporais. Uma novidade no mercado americano, porém, promete estender o benefício da impermeabilidade a outros tecidos mais comuns, como o jeans.
Isso será possível graças a uma técnica desenvolvida pela empresa Schoeller chamada "Ecorepel". Por meio dela, o repelente usado não apresenta toxinas - de acordo com classificação da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) - e pode ser aplicado com a mesma eficiência.
Ao invés dos compostos perfluorados (considerados tóxicos), a "Ecorepel" usa cera de parafina, o mesmo material que os marinheiros aplicam em seus casacos. No caso da nova lavagem, as peças que recebem o tratamento apresentam eficiência mais duradoura.
Para alcançar o resultado, técnicos mergulham roupas em uma solução leitosa de parafina. Eles fazem isso usando rolos, que permitem que as roupas sejam torcidas para a retirada do excesso. Na sequência, os produtos são levados a um forno, a uma temperatura de aproximadamente 300º C. Assim, a parafina consegue se envolver em torno de fibras individuais.
A técnica pode ser usada em tecidos populares, como o jeans. A marca americana Levi's, por exemplo, está preses a estrear a lavagem "Ecorepel" em 511 peças de sua coleção - e mais uma jaqueta jeans -, no próximo verão americano.

Calça Jeans 3D que promete se adaptar perfeitamente ao corpo chega ao Brasil

Foto: Divulgação
Conhecida por seu jeans com modelagem que "se adapta perfeitamente ao corpo", a holandesa G.Star Raw, há mais de 25 anos no mercado, chega ao Brasil com venda exclusiva na Mandi.
A marca é famosa também por suas parcerias, como com a atriz Liv Tyler e a modelo Arizona Muse. O indiano Shubhankar Ray, diretor global de marketing, explicou ao Chic como faz o jeans 3D e os planos da G-Star Raw no Brasil.

- Como  o processo de modelagem 3D?
Nós desenvolvemos um procedimento para adequar o jeans às formas do corpo. Temos um processo de modelar e ajustar, em que costuramos as partes para criar volumes e depois aquecemos o jeans para criar a forma. Em seguida, damos uma lavagem para controlar a o encolhimento dessa silhueta. É ago bem exclusivo e único.

- Vocês têm produtos exclusivos pensados para a consumidora brasileira?
Temos produtos globais, que servem para diversos tipos de corpo.

- Mas vocês pesquisaram sobre o mercado brasileiro antes de vir para cá?
Um pouco. A população aqui é enorme e todo mundo usa jeans. Primeiro a G-Star ficou estabelecida na Europa, depois o desafio foi atingir um plano global. Nos últimos cinco anos nos concentramos na América do Norte e no Japão e agora temos três países para a nossa próxima fase, onde vamos trabalhar o nosso marketing: África do Sul (a loja abriu em dezembro de 2013), México (inaugurou em março de 2014) e Brasil (em abril). 

- Qual é o jeans do momento?
Um bom exemplo é nosso modelo Type C, o jeans tridimensional, porém com bolsos grandes. Para as mulheres estamos introduzindo esse modelo, mas como uma evolução do boyfriend.

Fontes: 
O Globo | Agência O Globo - http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/nova-tecnica-usada-nos-eua-cria-calca-jeans-que-nao-molha-nem-suja-12319757

http://www.tribunadabahia.com.br/2014/04/28/calca-jeans-3d-que-promete-se-adaptar-perfeitamente-ao-corpo-chega-ao-brasil

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Qualidade na Gestão

Você já parou para pensar que, para uma empresa atingir um bom nível de qualidade em seus produtos, é necessário que ela seja administrada com qualidade?
Muitos gestores pretensamente acreditam que podem gerenciar uma empresa em total desordem e produzir produtos com alto nível de qualidade.
Pode até acontecer, mas serão casos cada vez mais raros. A qualidade no processo de gestão reflete diretamente na qualidade do produto final da empresa, bem como em seu nível de produtividade. Esse é o princípio da qualidade total fomentado na década de 1960, seguido por uma série de empresas, mas ignorado por outras tantas, entre elas muitas de nossas empresas de vestuário.
A padronização dos processos de uma empresa é parte integrante do sistema de qualificação. De nada adianta os gestores procurarem atingir a excelência de qualidade em seus produtos se não atuarem também nos processos. Então devemos entender que, para atingir um bom grau de qualidade de produto, deve-se atuar nos processos também. Mas como podemos fazer isso?
Respondo com algumas indagações: como é feito o processo de verificação de qualidade de produto em sua empresa? É sempre do mesmo modo? São utilizadas as mesmas técnicas? Os mesmos testes? Quando um teste não se aplica a determinado produto, existe um procedimento padrão? Se o funcionário responsável pelos testes ou procedimentos de qualidade faltar, tais procedimentos serão executados normalmente? Eles se encontram documentados e à prova de dúvidas? Existem manuais de procedimentos contemplando as diversas situações e também como atuar em cada uma delas? Os resultados dos testes geram relatórios e estatísticas usados na tomada de decisão?
A padronização dos procedimentos é fundamental para que a empresa tenha uma linha de conduta, para que todos saibam como proceder nas diversas situações, para que um funcionário novo saiba os procedimentos corretos a adotar nas situações novas às quais será submetido.
Um sistema de inteligência de qualidade deve começar a ser elaborado, o que significa que os dados gerados em relatórios e outras atividades devem ser transformados em ferramentas para a tomada de decisões. É de fundamental importância que os gestores de empresas de vestuário se posicionem no sentido de encarar o desafio de melhorar a gestão de suas empresas, para que isso se reflita na qualidade de seus produtos. Uma ferramenta que vale a pena ser conhecida é o Modelo de Excelência da Gestão da Fundação Nacional da Qualidade, utilizado para avaliação, certificação e premiação de empresas.

Segundo a fundação, “o Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) é baseado em 13 fundamentos e oito critérios. Como fundamentos, podemos definir os pilares, a base teórica de uma boa gestão. Esses fundamentos são colocados em prática por meio dos oito critérios. São eles:
Fundamentos: pensamento sistêmico; atuação em rede; aprendizado organizacional; inovação; agilidade; liderança transformadora; olhar para o futuro; conhecimento sobre clientes e mercados; responsabilidade social; valorização das pessoas e da cultura; decisões fundamentadas; orientação por processos; geração de valor.
Critérios: liderança, estratégias e planos, clientes, sociedade, informações e conhecimento, pessoas, processos e resultados.”

Fábio Romito é técnico têxtil, administrador de empresas e mestre em engenharia de produção. Atua no mercado de confecção há mais de 25 anos, sendo quase 20 dedicados a consultoria e treinamento em empresas de vestuário. É professor universitário em cursos de graduação e pós-graduação nas áreas de moda e administração.
romitofabio@gmail.com

Fonte: http://www.costuraperfeita.com.br/edicao/25/materia/qualificacao.html

terça-feira, 20 de maio de 2014

INVERNO 2015: CALENDÁRIO DE LANÇAMENTOS.

Confira as datas das têxteis que já estão com eventos confirmados para mostrar as novidades e a previsão das demais, alteradas em função da Copa do Mundo.

Por causa da Copa do Mundo, que será disputada no Brasil entre junho e julho, o calendário de lançamentos das coleções de tecidos endereçadas ao inverno 2015 teve que ser alterado. Geralmente realizada em julho, a Première Vision de inverno foi suspensa. Retorna em novembro, com o verão, dois meses antes do que costumava ser. Sem esse evento como parâmetro, a maioria das têxteis mostra as novidades no período pré-Copa, começando esta semana. As demais deixam para apresentar os novos produtos em eventos para depois da Copa, em datas a serem confirmadas.

A quebra no ritmo dos negócios em plena estação fez o inverno 2015 chegar mais cedo e tratado como um complemento do verão. Já normalmente menor do que o verão, o inverno desta vez será conciso, mas, com novidades interessantes, destacam as empresas. A temporada de lançamentos começa esta semana com a Tavex.

Lançamentos pré-Copa

:: Tavex...............15 de maio
:: Vicunha............27 a 29 de maio
:: Capricórnio.......02 de junho
:: Cedro...............03 a 06 de junho

Lançamentos pós-Copa, em datas e modelo a serem confirmados

:: Covolan..........previsão para julho
:: Santanense... previsão para julho
:: Canatiba........deverá manter o calendário dos eventos regionais do inverno, geralmente a partir de agosto, e começando pela capital paulista

Fonte: http://www.gbljeans.com.br/noticias_view.php?cod_noticia=5283

Segmento de vestuário registra crescimento no primeiro bimestre deste ano

Somente no mês de fevereiro, a produção brasileira do segmento de vestuário cresceu 3,4% e a do setor têxtil teve queda de 0,1% em relação ao mês anterior

Os primeiros dois meses do ano foram de resultado positivo para o segmento de vestuário, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que apontou aumento de 12,34% na produção brasileira, em relação ao mesmo período do ano passado. Já no segmento têxtil registrou aumento de 0,67% no acumulado do ano.

Somente no mês de fevereiro, a produção brasileira do segmento de vestuário cresceu 3,4% e a do setor têxtil teve queda de 0,1% em relação ao mês anterior. Comparada a produção de fevereiro de 2014 com fevereiro de 2013, a produção física da indústria do vestuário teve crescimento de 27,40% e a do segmento têxtil cresceu 3,83%.

Comércio Exterior

Nos primeiros três meses do ano, somente as importações de vestuário apresentaram aumento de 7,9%, em valor, comparativamente com o mesmo período em 2013. Essa variação foi de 1,8%, em toneladas, segundo dados do Sistema Alice/MDIC.

As importações de têxteis e confeccionados, entre janeiro e março deste ano, cresceram 4,2%, em valor. As exportações caíram 6,9% enquanto o crescimento do déficit na balança comercial no período foi de 6,5%, em relação ao mesmo período de 2013. Os especialistas da Abit acreditam que o déficit deve ultrapassar os U$ 6 bilhões, novo recorde.

Varejo 

Em fevereiro, o volume de vendas de produtos têxteis e de vestuário teve crescimento de 7,4% e a Receita Nominal aumentou 12,7%, se comparados ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano (janeiro e fevereiro), o volume de vendas no setor cresceu 5,1% e a Receita Nominal aumentou 10,6%, se comparado à janeiro-fevereiro de 2013. No comparativo entre fevereiro de 2014 e janeiro de 2014 o volume de vendas caiu 0,46% e a Receita Nominal apresentou recuo de 0,082%, segundo apontado pelo IBGE.  

Emprego (CAGED)

O saldo entre contratações e demissões na indústria têxtil e de confecção (somente de empregados com carteira assinada), em fevereiro, foi positivo em 6.214.  No acumulado do ano (de janeiro a fevereiro), o saldo de emprego ficou em 12.691.

Fonte: Redação
http://www.dci.com.br/industria/segmento-de-vestuario-registra-crescimento-no-primeiro-bimestre-deste-ano-id392756.html

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Associações de moda que apoiam a área no Brasil

Há menos de 20 anos a moda brasileira era criada por estilistas, empresários, modelistas, produtores, em geral autodidatas ou vindos de outras áreas afins, mas que não encontravam muitas chances de se qualificarem e não tinham apoio para discussões sobre os rumos deste setor.
Não são poucas as marcas surgidas nos anos 70, 80 e 90 que tiveram grande sucesso mas que depois fecharam as portas, muitas vezes por falta de conhecimento, orientação, previsão e até mesmo de mão de obra qualificada. Os trabalhos na área de moda geralmente são feitos em equipe e o mercado precisa de profissionais competentes e que estejam em sintonia entre si, com o mercado e com o consumidor.

Associações de moda apoiam e auxiliam na qualificação do setor/ Reprodução
Fora toda a parte de criação que envolve as marcas, foram surgindo os eventos de moda, a mídia e profissões mais especializadas como o consultor de imagem, o comprador de moda, dentre várias outras. Mas, qualificar tanta gente exige esforço e na falta de um conselho ou sindicato específico, surgem as associações de moda que dão o apoio necessário.

Mesmo sem regulamentação formal do profissional de moda (que deverá ser reconhecido como Designer – ainda genérico - se o projeto passar pelo Senado), algumas associações de moda surgem para ajudar a fortalecer a área e o profissional. Dentre as principais associações, destacamos:


ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e da Confecção): A ABIT foi fundada em 1957 e é uma das mais importantes entidades dentre os setores econômicos do País. A instituição representa a força produtiva de 30 mil empresas - de todos os portes - instaladas por todo o território nacional que empregam mais de 1,7 milhão de trabalhadores e geram, juntas, um faturamento anual de US$ 53 bilhões. Para atender todas as demandas da Cadeia Têxtil, que inclui as empresas produtoras de fibras naturais, artificiais e sintéticas, passando pelas fiações, beneficiadoras, tecelagens indo até as confecções, a Abit mantém uma estrutura física e intelectual para dar suporte e orientação aos associados (informações retiradas do site). 


ABEST (Associação Brasileira de Estilistas): A ABEST, uma entidade sem fins lucrativos, visa fortalecer e promover as marcas nacionais de moda e design. Nascida em 2003 com apenas cinco associados, hoje conta com uma cartela de 75 grifes que confiam na associação para auxiliar o desenvolvimento da moda nacional no exterior, com ações, encontros, parcerias, estudos e incentivos de alcance internacional (informações retiradas do site). 


ABEPEM (Associação Brasileira de Pesquisas e Estudos em Moda): A ABEPEM é responsável pela organização dos seguintes eventos: Colóquio de Moda, Fórum das Escolas de Moda, Seminário de Estudos e Pesquisas em Consumo, Seminário de Figurino e Congresso Internacional de Moda e Design em parceria com a Universidade do Minho (Portugal). A ABEPEM oferece também apoio a eventos de interesse para a difusão e estímulo aos estudos e à pesquisa de moda (informações retiradas do site). 

Por Gabriela Maroja - Professora e Coordenadora da Graduação e Pós-Graduação em Moda no Unipê/JP e publicado no http://textileindustry.ning.com/

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Abit se reúne com o ministro Mauro Borges

A Abit realizou, no dia 06/05,  audiência no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em Brasília. O encontro entre o ministro Mauro Borges e empresários do Setor Têxtil e de Confecção foi organizado pela Frente Parlamentar que atua em defesa do setor, com o objetivo de atualizar dados cenário atual e insistir nas questões urgentes.

A Abit tinha como objetivo atualizar o ministro com dados do cenário do setor e retomar assuntos que já estão na pauta do MDIC, e outros ministérios, porém andando muito lentamente. Durante a reunião, os empresários colocaram as dificuldades que vêm enfrentando com a falta de competitividade do País, com alta carga tributária, a dificuldade de manter negócios no âmbito do Mercosul, a renovação do Reintegra e da Desoneração da Folha, dentre outros temas.

“Tivemos uma ótima reunião. O ministro demonstrou muito conhecimento sobre o setor, dominava todos os dados gerais, portanto, eu só o atualizei com as estatísticas mais recentes. Colocamos nossos pleitos e ele se mostrou sensível no encaminhamento. Preciso destacar também a importantíssima participação da nossa Frente Parlamentar, que conseguiu essa audiência e ainda fez uma boa introdução aos trabalhos. Outro fato que vale citar, foi o elogio que o ministro nos fez, declarando que a Abit sempre apresenta estudos muito consistentes e que a união da indústria com os trabalhadores mostra uma maturidade setorial como poucos setores” enfatizou Rafael Cervone, presidente da Abit.

Organizada pela Frente Parlamentar e  Abit,  a reunião contou com os deputados Henrique Fontana (PT/RS), Zeca Dirceu (PT/PR) e Vanderlei Macris (PSDB/SP) da Frente Parlamentar Têxtil e de Confeção, alguns empresários e representantes de entidades patronais e de trabalhadores.

Fonte: http://www.abit.org.br/n/abit-se-reune-com-o-ministro-mauro-borges

Estilistas russos criam moda para portadores de necessidades especiais

Espaços urbanos da Rússia têm sido adequados aos cidadãos com problemas motores

Os estilistas russos estão se concentrando cada vez mais na criação de roupas para pessoas fisicamente com necessidades especiais. Coleções inteiras estão sendo desenhadas para crianças e adultos deficientes usarem no dia-a-dia, mas também para que as cadeiras de rodas e as muletas não impeçam o brilho e a elegância nas festas de gala.

A Mercedes-Benz Fashion Week, em Moscou, apresentou algumas coleções russas para portadores de necessidades especiais
Nos últimos dois anos, os espaços urbanos da Rússia têm gradualmente se tornado mais amigáveis para essas pessoas: surgiram rampas especiais nos metrôs e elevadores para passarelas. Todo tipo de organizações que ajudam as pessoas portadoras de necessidades especiais a se sentirem mais bonitas começaram a aparecer e agora operam ativamente em todo o país.

Uma dessas organizações é a Bezgraniz Couture (Costura Sem Fronteiras), fundada em 2010 por Yanina Urusova, uma empreendedora social, e Tobias Reisner, diretor de um fundo social chamado Diálogo no Escuro. O projeto dos dois tem como objetivo justamente incentivar os designers profissionais a criar roupas para pessoas com necessidades especiais.

Em 2011, o Primeiro Concurso Internacional da Bezgraniz Couture envolveu, aproximadamente, 60 estilistas de diferentes países. Dois anos mais tarde, este número subiu para 80. Em 2014, o desfile da organização fez parte da Mercedes-Benz Fashion Week Rússia.

Daria Razumikhina, uma das designers que participou do evento, desenvolveu uma coleção com coletes listrados de marinheiro, casacos de cores vivas e saias ornamentais espetaculares feitas de tecido grosso que, além de caírem bem, não prendem nas rodas das cadeiras de rodas.

Este ano, a dupla de estilistas Dima Neu e Svetlana Sarycheva também desenvolveu uma linha de roupas esportivas para pessoas com braços e pernas protéticas. Oksana Liventsova veio com uma coleção chamada “Odisseia”, para crianças com paralisia cerebral que têm dificuldades de coordenação motora.

Segundo ela, para criar coleções destinadas à produção industrial, são necessários laboratórios experimentais inteiramente envolvidos na pesquisa de técnicas especiais para vestir e apoiar a coluna e outras partes do corpo, o que requer uma abordagem completamente diferente da produção de roupas convencionais.

A julgar pelas tendências, é bem possível que a Rússia em breve se destaque não apenas pelo talento de seus atletas paraolímpicos, mas também seja reconhecida internacionalmente por seus jovens designers capazes de se inspirar com a beleza, a força e a alegria das pessoas com deficiência física.

http://www.diariodarussia.com.br/cultura/noticias/2014/04/16/estilistas-russos-criam-moda-para-portadores-de-necessidades-especiais/

Indústria Têxtil desde o início do Real mostram que a concorrência é a melhor vacina para a inflação.

Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção enfatiza que a concorrência adequada é o melhor antídoto para conter a escalada dos preços.

Ao comentar a informação do IBGE, de que o IPCA de março (0,92%) foi o mais elevado para o mês desde de 2003 e que o acumulado de 12 meses (6,15%) aproximou-se muito do teto da meta, Rafael Cervone, presidente da Abit, salientou que a concorrência adequada é o melhor antídoto para conter os preços. “Desde julho de 1994 , quando entrou em circulação a moeda Real, a inflação geral medida pelo IPCA alcançou mais de 350% até os dias de hoje.
Enquanto isso, a inflação do vestuário ficou em 205%. Isso ocorreu porque a indústria têxtil e de confecção é um setor de concorrência perfeita, na qual a competição é intensa. Isso acontece em virtude dos investimentos feitos e pelas inovações realizadas em termos de processos, tecnologia, moda e design, e os ganhos obtidos são transferidos ao consumidor. Essa é a gênese de nossa indústria”, explica Cervone, enfatizando que a concorrência adequada é o mais forte instrumento contra a inflação.

Fonte: Agência Último Instante
Para ler notícias em tempo real, acesse: http://www.ultimoinstante.com.br 



quinta-feira, 15 de maio de 2014

Tipos de calças: modelos e comprimentos

Assim como acontece com saias e vestidos, existem diferentes tipos de calças que possuem variações no seu comprimento. Além do comprimento, pode-se pensar em diferenças também na altura da cintura e de modelagem, tanto com relação ao gancho (mais caído ou mais ajustado) como em relação a largura da perna, por exemplo. São inúmeras as combinações que se pode fazer na criação de modelos de calças e bermudas, os chamados bottons.

A ilustração abaixo ajuda a entender onde cada comprimento se localiza no manequim, de que forma representar esses comprimentos no desenho técnico e também no desenho de moda. Como em qualquer outra nomenclatura da área da moda, os nomes de cada tipo podem variar de acordo com a região em que nos encontramos. Além disso, muitas palavras tem origem estrangeira, seja francesa, inglesa, italiana, etc... Então é sempre bom adequar a linguagem das descrições das peças ao vocabulário local.

Outra variação importante não só nos diferentes tipos de calças, mas também em saias, é a altura da cintura. Há sempre diversas opções de altura no mercado, mas na última década a maior parte dos estilistas tem mantido a cintura mais próxima da cintura anatômica. Em jeans ainda é comum encontrar calças e saias de cintura baixa, mas o mais comum são as cinturas médias com cós anatômico proporcionando mais conforto e liberdade de movimento. As cinturas altas são menos comuns, mas aparecem vez ou outra em calças e saias de alfaiataria, por exemplo.


O restante da modelagem de calças e bermudas, ou seja, a largura da perna e os detalhes como pregas, vincos, fechamento e bainha vão determinar (juntamente com a altura da cintura e comprimento) o modelo que estamos propondo. Nos desfiles de Outono 2014 do Hemisfério Norte, duas calças chamam a atenção: a cigarette e a culottes. A cigarette já virou um clássico da alfaiataria, ajustada de cima abaixo de cintura média ou alta, com friso frontal.

Pode ter abertura na lateral na altura da bainha para facilitar a passagem dos pés na perna justa, ou zíper invisível com a mesma função. Já a culottes (ou saia-calça como era conhecida algumas décadas atrás) vem na onda das peças cropped, ou seja, encurtadas. Esta calça tem comprimento entre a Capri e a Toreador, modelagem ampla, cintura média ou normal, podendo ter vinco e/ou pregas frontais e bolsos. Pode vir em tecidos mais estruturados em estilo alfaiataria ou em tecidos mais fluidos parecendo mesmo uma saia.


A dica para criação das calças, como para qualquer item da nossa coleção, é conhecer o consumidor. Assim podemos propor peças de acordo com as propostas das semanas de moda sim, mas atendam o gosto do nosso cliente. A cigarette costuma ser bem aceita, é fácil de combinar com outras peças da coleção e vai bem tanto em dias quentes como em dias mais fresquinhos. Já a culotte precisa ser bem pensada, as de tecido mais leve tem mais chances de serem bem aceitas aqui no Hemisfério Sul, justamente por lembrarem a silhueta da saia e terem a praticidade da calça. Boa criação!

Por Ananda Sophie
Mestranda em Design Estratégico e Professora na Universidade Feevale

Fontes:
ABLING, Bina. Fashion Sketchbook. New York: Fairchild Publications, 2007.
LEITE, Adriana Sampaio; VELLOSO, Marta Delgado. Desenho técnico de roupa feminina. Rio de Janeiro: Ed. Senac Nacional, 2011.

Publicado em: http://textileindustry.ning.com/ 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

O segmento masculino nas semanas de moda

Cavalera na SPFW - Franjas e florais em versão máscula. Foto: FFW

As últimas estações mostraram que o homem está cada vez mais no centro da moda. As semanas de moda refletem cada vez mais a ascensão desse homem da moda. Desde 2012, o segmento menswear tem sua própria semana de moda antes da London Fashion Week, dominada pelo segmento feminino. A Pitti Uomo, de Florença, feira mais conceituada do mundo em matéria de moda para homem, ganha cada vez mais destaque. O destaque na mídia mostra o comportamento no mercado - o mercado de moda masculina de luxo mundial cresce o dobro da feminina, impulsionado, principalmente, pelos chineses.

Alguns homens que aparecem na mídia refletem esse gosto masculino por moda. Do músico britânico Alex Turner  ao produtor e músico Pharrell Williams, do ator e cantor Jared Leto ao rapper Kanye West, o homem atualmente tem cada vez mais referências para apurar seu estilo sem medo de ficar parecendo menos... homem. 

Desfile Colcci - Foto: FFW
E no Brasil? Bem, o homem de todas as classes sociais também está tomando cuidado cada vez mais com o que veste. A Tendere já disse até em seu último Seminário de Tendências que 2015 será o ano do homem na moda do Brasil, quando ele terá maior conscientização da moda e as empresas tenderão a atender seus desejos.

O mercado de moda masculina está muito maior no país, e o e-commerce é um dos responsáveis por deixar os homens comprar mais à vontade, sem a lenga-lenga das lojas tradicionais com as quais os homens não têm muita paciência. E não é só o vestuário - as empresas de beleza e cosméticos apostam nesse mercado, que cresceu mais de 160% entre 2006 e 2011. O Brasil deve, ainda, se tornar o maior mercado de beleza masculina até o ano que vem.

Há o crescimento do setor no Brasil mas, segundo João Pimenta, tem mais procura do que oferta. O designer, que viu consolidar sua imagem na SPFW edição após edição, fez suas vendas dobrarem em 2013 - esse dado foi apontado por uma matéria do site da revista Veja. Na SPFW, ele foi um dos destaques, ao lado da Alexandre Herchcovitch Men, que voltou a usar kilts nos meninos, coisa que não fazia há um tempo.

Alexandre Herchcovitch MEN - Foto: FFW
Tecidos mais "femininos", com muitas estampas, inclusive florais, e com brilho, como mostrados na semana de moda paulistana - em João Pimenta, Alexandre Herchcovitch, Cavalera, Colcci e até na Têca, que antes não mostrava menswear - , indicam um homem que quer se vestir de forma mais elaborada.

Ainda segundo a matéria da Veja, Jeziel Moraes, designer de moda masculina da Colcci, disse que o homem ainda vê alguns obstáculos para se vestir mais e melhor. Como a decisão da roupa geralmente fica nas mãos de uma mulher (mãe, namorada, esposa) que refletem nele um ideal de masculinidade, fica difícil sair do básico de sempre sem fugir desse ideal.

Quem trabalha com moda masculina torce para esse homem cada vez mais vaidoso e consciente de sua elegância.

Vivian Berto
http://tendere.blogspot.com.br/

terça-feira, 13 de maio de 2014

Brasil tem roupas mais caras do mundo, aponta índice Zara

O excesso de impostos e de burocracia colocou o Brasil, de novo, na liderança de um ranking que compara o preço de produtos aqui e lá fora. Depois do índice ‘Big Mac’ e, mais recentemente, dos índices ‘iPhone’ e ‘Play Station’, agora foram as roupas da varejista espanhola Zara que levaram o País para a lista dos mais caros do mundo. 

Pesquisa feita por analistas do banco BTG Pactual em 22 dos 87 países em que a grife está presente revela que o Brasil é o lugar onde os produtos da marca são os mais caros, em dólares. Em média, os preços da Zara no Brasil são 21,5% superiores aos das lojas americanas da marca, usadas como base de comparação. 

O relatório, assinado por Fabio Monteiro e Thiago Andrade, levou em conta 14 itens diferentes vendidos na Zara, de blazers a sapatos. Por exemplo: um vestido que nos EUA custa US$ 79 e na Espanha, onde fica a matriz da rede, ele é vendido por US$ 55,1, está nas araras das lojas brasileiras por US$ 171,6. Na Suíça, segunda colocada do ranking, o cliente pagaria US$ 90,4. 

Considerando-se a paridade por poder de compra, para descontar a influência cambial, o Brasil parece ainda mais caro, embora deixe de ser o líder do ranking, perdendo apenas para a Polônia. Neste caso, os produtos aqui são 49,4% mais caros que os dos EUA. Na lojas polonesas, o índice é de 54,2%. "Ainda assim, fica claro que vestuário no Brasil é muito mais caro do que no resto do mundo", afirmam Monteiro e Andrade. 

Em nota, a Zara explicou que "estabelece seus preços de maneira independente para cada mercado, mantendo sempre o mesmo posicionamento comercial baseado na ofertas das últimas tendências da moda, em produtos de qualidade e em preços atrativos". Segundo a varejista, essa política leva em conta as características de cada mercado, seus níveis de preço e custos.

Concorrência

O preço a que as roupas são vendidas no Brasil voltou à tona no mês passado com a barulhenta estreia da rede americana Forever 21 em São Paulo e no Rio. Com preços baixos, a varejista atraiu milhares de clientes, que fizeram filas de até três horas para entrar na loja. O levantamento do BTG aproveitou essa discussão para identificar o custo do ambiente de negócios no Brasil. Segundo os analistas, entre as principais dificuldades do mercado brasileiro estão os pesados impostos de importação, a diferença climática em relação ao hemisfério norte e os entraves para se produzir no país.

"Hoje o produto têxtil que chega ao Brasil tem uma taxa de importação que beira os 35%. Há todos os impostos que vêm em cascata, que incidem sobre o valor aduaneiro e acabam elevando o preço do produto", afirma o presidente da Associação Brasileira do Varejo Têxtil, José Luiz Cunha.
A pesquisa não surpreendeu empresários do varejo. "A carga tributária já ficou até em segundo plano, pela complexidade da regulamentação do nosso mercado e até pelo custo de se pagar impostos no Brasil", diz Flávio Rocha, presidente da Riachuelo.
Para o banco, a entrada de varejistas estrangeiras exigirá uma reação das empresas brasileiras, mas há tempo para isso. Os analistas dizem que é longo o período de aprendizado de redes internacionais no Brasil. "O número de lojas sendo abertas por Forever 21, GAP, Topshop e outras ainda é pequeno e elas estão concentradas em grandes cidades".

COLABORARAM LUIS PHILIPE SOUZA E LETÍCIA AUTRAN, ESPECIAL PARA O ESTADO.
Fonte: Estadão

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Roupas multifuncionais e modulares.


Muitas vezes queremos inovar em nossos produtos, atingir um consumidor que busca diferenciação e experiência de compra. Uma das formas de conseguirmos isso é pensar no pensamento construtivo das peças, pensar na modelagem e na estrutura das nossas peças. Adaptação, manipulação e transformação são as palavras chaves. Adaptar é tornar adequado ou apropriado, transformando ou ajustando, adequar à circunstâncias novas ou modificadas.

Podemos realizar a adaptabilidade no vestuário de diversas formas, na cor, na silhueta, na textura, na estampa e na função das peças. Devemos usar os recursos de criação para decidirmos quais vamos utilizar na hora de construir ou reconstruir esse vestuário.

Duas vertentes deste pensamento são a confecção de roupas multifuncionais e modulares.

Peças multiúso: neste caso devemos pensar em diversas questões. A primeira é para quem estamos criando para saber quais são as funções deste vestuário e como podemos transformá-lo em multiúso. E o que envolve esse multiúso? Envolve o uso prolongado na mesma peça, e a versatilidade.

O pensamento construtivo deste tipo de peça vai além da estética, ele tem que ter um foco na modelagem e confecção. O produto deve ser visualizado em um conjunto. Mesmo dentro das roupas multiúso existem distinções. Por exemplo, como na figura baixo o mesmo vestido se transforma em vários modelos diferentes.

Peças multiuso/ Fonte: site Cor de cravo

Peças modulares: roupas modulares permitem a participação e experiência criativa do usuário. O designer neste caso deve pensar não no produto final e sim nas possibilidades deste produto. Nesse tipo de pensamento construtivo, temos que pensar o que vamos oferecer para o nosso cliente, se a peça vai se transformar, ou seja, se um casaco pode virar um colete retirando as mangas ou apenas um casaqueto, pois é possível retirar a barra dele ou se a opção será a troca de alguma parte da roupa por outra.

Na imagem abaixo é possível ver três looks que usam as mesmas peças, uma blusa e uma saia. No primeiro, a blusa ganha a aplicação de um babado e, na segunda, uma sobressaia longa. Já no terceiro vemos a blusa e a saia sem aplicação nenhuma.

Peças modulares/ Fonte: site Bubblehunter


á nesta imagem tem-se um vestido que, na primeira figura, ganha uma aplicação na barra, na outra, uma aplicação de babado e, por último, a possibilidade de usar sem aplicação.

Vestido modular / Fonte: site Bubblehunter


Já a peça abaixo é um casaco 7/8 que ao retirarmos a barra se transforma em um casaco curto.

Casaco modular/ Fonte: site Coolhaus


As possibilidades quando se trata de roupas multifuncionais e modulares são muitas. Para construí-las deve-se pensar na proposta desejada para os produtos e focar no processo construtivo. Gostou? Confira o vídeo abaixo da marca Bubble Hunter e veja quantas possibilidades conseguimos criar a partir destes pensamentos construtivos.




sexta-feira, 9 de maio de 2014

Nada se cria, tudo se copia

Às vezes, quando algo surge, não temos a impressão de já ter visto aquilo em algum outro momento? Tomada por essa constante sensação, Lilah Ramzi criou o Part Noveau, um blog que faz comparações e análises sobre o que é considerado novidade e o que realmente o precedeu.

Atualmente, quando paramos para observar certas criações de moda, publicidade, cinema e afins, não parece que a sensação é totalmente de déjá vu? Sim, porque toda a carga de criatividade parece ter-se esgotado e tudo não passa de cópia, mesmo que tenha ares de novo e exclusivo. Releituras de moda estão aí para provar isso: afinal, quem nunca se espantou ao notar que aquela peça que você vergonhosamente não tirava do corpo algumas décadas atrás se tornou novamente um ícone e objeto de desejo das it girls?
Quando estava fazendo seu trabalho de pós-graduação em História da Moda, a americana Lilah Ramzi ficou com a impressão de que tudo que via parecia se repetir de certa forma. Tomada por uma certa inquietude, Lilah decidiu que era hora de aprofundar essa pesquisa e concluiu que, de fato, nada se cria, tudo se copia. Assim surgiu o Part Noveau, um projeto onde ela reúne referências fotográficas, comparando lado a lado as versões novas e antigas.


O Part Noveau acabou se tornando um grande achado para quem deseja comparar produções artísticas e treinar o olhar para reconhecer e dar crédito ao que veio antes. Além, claro, de ser um blog onde dá para aprender um pouco sobre história, fotografia e arte.
Em suas atualizações quase que diárias, no Part Noveau é possível acompanhar o embate entre o novo e o contemporâneo, em fotografias selecionadas por Lilah cuidadosamente. No blog ela também faz uma boa análise das comparações, revelando os elementos similares encontrados em cada uma das produções. E é um exercício divertido notar como a criatividade se tornou escassa e repetitiva, mostrando que, na verdade, o ser humano pouco tem feito de novo, apenas tem adaptado o que já deu certo em algum momento.

Lilah Ramzi é pós-graduada em História da Moda e descreve-se como uma pessoa antiquada e até um pouco clichê, mas também elegante. Como historiadora de moda, é claro que ela não poderia deixar de eleger como seus estilistas favoritos nomes como Christian Dior, Jacques Fath e Cristobal Balenciaga. Seu amor por história da moda surgiu por conta dos clássicos hollywoodianos, onde ela sempre buscou inspiração. Para ela, a relação com a moda deve ser uma coisa pessoal, sem se deixar influenciar pelas tendências, para não correr o risco de encher o armário com peças que você olha e diz “Meu Deus, no que eu estava pensando?”.













As imagens ilustrativas deste artigo foram gentilmente cedidas por Lilah Ramzi.
Fontes: Part Noveau e The Strand NY.
Publicado na obvious: http://obviousmag.org/archives/2013/10/nada_se_cria_tudo_se_copia.html#ixzz2yIzdl3z0 
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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Crítica da SPFW: moda brasileira tenta sobreviver entre fast fashion e gringas

Irina Shayk e Andressa Urach (Foto: AgNews)
Foi-se o tempo em que as semanas de moda brasileiras de verão concentravam beldades em trajes sumários e variações de estampas de maiôs e biquínis. Salvo raras exceções, o guarda-roupa migrou da praia para os looks de rua. Viam-se até mantôs para as escaldantes temperaturas locais. Do corpo da escultural Gisele Bündchen, por exemplo, pouco se viu na passarela – ela usava looks comportadíssimos e ainda levou o maridão, o jogador americano Tom Brady, para a plateia (ovacionadíssimo como ela). Mais família, impossível.

A razão disso é a concorrência cada vez maior que as marcas médias e de alto luxo nacionais vêm enfrentando com o crescimento do varejo de fast fashion e com a consolidação das grifes estrangeiras no país. As primeiras oferecem preços baixos e uma oferta rápida das tendências do momento; as segundas, os looks consagrados das passarelas internacionais.
As marcas nacionais estão à procura de um lugar ao sol no próximo verão. E quem se deu bem foram os estilistas que apostaram em coleções mais autorais, como a excepcional Paula Raia, com vestidões que caem bem para suas clientes abastadas tanto nos tapetes vermelhos do mundo quanto nas festas dos ricos de Trancoso. Seguiram a mesma linha Alexandre Herchcovitch, Reinaldo Lourenço e Adriana Degreas, que mostrou caftãs de seda e biquínis comportados com rendas vazadas a laser.
Uma boa sacada do evento foi apostar em novos nomes, como Giuliana Romano e Lily Sarti, duas marcas que têm boa receptividade comercial em São Paulo mas que ainda estavam fora da órbita do grande público. “Depois de sete anos de atividade, vimos que era hora de dar esse passo além em termos de visibilidade”, diz Fabiana Delfim, sócia da Giuliana Romano e filha do ex-ministro Delfim Neto. Ele assistiu ao desfile da primeira fila.
A ministra da Cultura, Martha Suplicy, anunciou que está preparando um plano de estímulos para o setor de moda. É bom que corra; o Fashion Rio, a semana de moda carioca, não terá mais sua edição de inverno, depois de quase 20 anos, conforme ÉPOCA antecipou.
Em seu lugar, deve acontecer uma semana de moda de alto verão, provavelmente em setembro. “É a vocação do Rio”, diz Paulo Borges, organizador dos eventos. Mas a questão é mais profunda; emparedadas pela concorrência voraz, será que as marcas nacionais terão fôlego financeiro para enfrentar três semanas de moda? Um desfile pode custar entre R$ 50 mil e R$ 500 mil.
Num mercado que movimenta anualmente R$ 50 bilhões, as marcas nacionais de médio e alto luxo lutam contra um ambiente hostil de negócios, sobretaxação e reclamações trabalhistas. Enquanto a SPFW exibia seus modelitos, no Rio uma bordadeira protestava em frente à loja da tradicional grife Maria Bonita, em Ipanema, contra uma dívida de R$ 150 mil. A dívida total da marca, há mais de 30 anos no setor, com os credores é de R$ 44 milhões. Uma notícia que caiu como uma balde de água fria na temporada fashion carioca, que começa na terça-feira.

Fonte: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/bruno-astuto/

Defesa da moda como cultura

Ministra Marta Suplicy reitera investimento federal na produção de estilistas do país

Depois de causar polêmica em agosto do ano passado, quando autorizou três estilistas a captaram mais de R$7 milhões via Lei Rouanet, a ministra Marta Suplicy afirmou anteontem, durante a abertura da São Paulo Fashion Week, que a moda será incluída no orçamento do Ministério da Cultura para este ano. 

Com isso, além de acessar os mecanismos de incentivo à cultura por meio da renúncia fiscal de grandes e médias empresas, a moda passará a dividir com artes plásticas, teatro e cinema, entre outros campos artísticos, o valor investido diretamente pelo Governo Federal no campo da cultura. Para o ano de 2014, afirmou Marta, o ministério receberá verba total de R$3,26 bilhões. Ainda não se sabe, contudo, quanto desse montante será destinado ao campo da moda.

Fonte: http://www.otempo.com.br/

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Ronaldo Fraga fala sobre a criação da cenografia dos seus desfiles.

Ronaldo Fraga Inverno 2006, “Festa no Céu”


Entra temporada, sai temporada, e uma coisa é certa: os desfiles de Ronaldo Fraga sempre emocionam. Mais que apresentar uma coleção nova, ele usa a sala de desfile do SPFW como palco para contar uma história, por meio das roupas, da trilha sonora, da luz, das modelos, da beleza e do cenário. Como não se lembrar dos bonecos em posição de tortura na passarela de Verão 2002, coleção que prestou homenagem a Zuzu Angel? Ou então da piscina de bolinha do Inverno 2006, da coleção intitulada Festa no Céu?

A lista de ambientações de tirar o fôlego é grande e, para saber mais sobre seu processo de criação, o FFW conversou com o multifacetado estilista, que também assina a concepção de todas as cenografias.

Qual é a importância do cenário na concepção de um desfile?

O cenário, além de ajudar a transportar as pessoas para o universo proposto pelo estilista, funciona como um exercício da moda estabelecendo diálogo com outras frentes, nesse caso, com a arquitetura e as artes plásticas.

Como é o processo de criação do cenário dos seus desfiles? Ele vem antes, durante ou depois da coleção?

Na maioria das vezes vem antes. É como se eu criasse ali um ambiente para que as roupas existam.


Ronaldo Fraga Verão 2007 e Verão 2008


Por que você mesmo cria os cenários e não trabalha com um cenógrafo?

Trabalho sempre com os arquitetos Clarissa Neves e Paulo Waisberg. Eles, além de entenderem meu processo de criação e vocabulário, sabem que o mais importante é que o cenário seja uma extensão da roupa. Não é uma criação independente. Já cheguei a apresentar uma ideia e eles me convencerem da inviabilidade por esse ou aquele motivo. Em outros momentos, como no desfile em que montei uma linha de produção na passarela, embora eles dissessem que não daria certo, insisti e ficou lindo. Brinco que a gente dá certo porque eles têm total liberdade para fazer o que quiserem, contanto que seja o que eu pedi (risos).

Você poderia citar algum desfile que tenha marcado a sua carreira por causa do cenário?

Foram muitos. O do desfile em homenagem a Zuzu Angel (Verão 2002), o de serragem e raspas de couro do Guimarães Rosa (Verão 2007), o de barquinhos de papel da Nara Leão (Verão 2008), a piscina de bolinhas da Festa no Céu (Inverno 2006), entre outros.


Fonte: http://ffw.com.br/noticias


terça-feira, 6 de maio de 2014

Moda masculina procura seu lugar no Brasil

Otimistas com o aumento do consumo de roupas para homens no país, estilistas que desfilam na São Paulo Fashion Week apontam os principais receios e erros cometidos pelo brasileiro na hora de se vestir

Foi se o tempo em que moda para homens significava encontrar uma roupa limpa e passada dentro do armário. Se vestir bem e prestar atenção na aparência entraram, paulatinamente, na lista de interesses do brasileiro, que aprendeu a usufruir dos frutos que uma boa imagem pode trazer. O ousado João Pimenta, considerado um dos principais estilistas de moda masculina no país, viu a marca que leva seu nome dobrar as vendas em 2013. Já a última coleção para homens da descolada Colcci, que desfila no terceiro dia da semana de moda paulistana, bateu 40% do faturamento total da empresa, contra 19% do fechamento de 2011. No mundo o cenário é parecido. Para este ano, espera-se que o mercado de moda masculina alcance 402 bilhões de dólares, um aumento de 14% desde 2011, segundo pesquisa realizada pelo Marketline, divulgada no site ReportLinker. 

“O homem estava focado em ganhar dinheiro e ter um bom carro para parecer bem sucedido. Porém, novos pilares se levantaram. Ele quer o carro e o dinheiro, mas precisa cuidar do visual que lhe dá uma condição de autoestima e melhora seus relacionamentos, tanto na vida profissional quanto afetiva”, diz Alberto Hiar, diretor criativo da marca masculina V.Rom e da Cavalera, que desfilou no primeiro dia da SPFW.

Contudo, consumir não é o mesmo que saber usar o que foi comprado. Logo, a necessidade de informações direcionadas para os homens deu abertura para o surgimento de diversos blogs sobre o assunto, fenômeno virtual já conhecido no universo feminino. O estudante de moda Leonardo Azevedo, 20 anos, foi um dos que percebeu a lacuna e criou, há dois anos, o blog Armário Masculino. “Meu site é visitado por vários tipos de homens e de diferentes idades. Eles também estão  preocupados com os cuidados de cabelo e de pele. Recebo cerca de cinquenta dúvidas de leitores por dia”, diz. Desde a criação do endereço eletrônico, Azevedo viu triplicar a quantidade de acessos e hoje vive com a renda gerada pelo site. O mesmo caminho foi seguido pelo publicitário Guilherme Cury, 26 anos, do site Moda Para Homens. Hoje com 1,5 milhão de visitas por mês, o blog sustenta seu criador, que dá dicas variadas de moda e beleza para homens e até algumas mais práticas, como acabar com o chulé do sapato.

“Há um público que está aguçado por novidades, mas tanto as marcas quanto a indústria têxtil precisam valorizar o consumidor masculino. Existe mais a procura do que a oferta”, diz João Pimenta em entrevista ao site de VEJA. “O mercado de moda é imediatista. E mulher consome mais, por isso as marcas preferem focar nelas. Homens são diferentes, eles são mais conscientes, logo consomem menos, mas querem roupas duradouras e de qualidade”, conta o estilista que decidiu se dedicar exclusivamente ao ramo da indumentária masculina após receber muitas visitas de homens em sua loja - que na época era voltada apenas para o feminino - em busca de algo diferente que pudessem usar.  

Percalços 

Apesar do crescimento numérico em vendas e da busca por novas informações, o estilista da coleção masculina da Colcci, Jeziel Moraes, ainda enxerga diversas pedras no caminho do brasileiro que o impedem de ser considerado um homem realmente elegante e estiloso, como os europeus já são, por exemplo.

“O consumidor ainda está muito preso aos commodities do guarda-roupa masculino, ele continua a consumir o arroz e feijão disfarçado”, diz Moraes. “A principal culpada, na verdade, é a mulher. Quem veste o garoto na infância é a mãe, depois vem a influência da namorada, da noiva, da esposa. E elas querem passar a ideia de homens másculos, bem-sucedidos. A mulher não quer seu homem questionado, que pensem que é gay ou moderninho, por isso compra sempre o mesmo tipo de roupa, com proporções erradas e não deixa o homem tentar coisas diferentes”, conta.

O receio de associar a opção sexual à roupa é ainda mais significativo quando o próprio homem faz suas compras. “Por mais que eles estejam abertos para consumir, os garotos ainda tem muito medo de parecer afeminado. Por isso, na roupa masculina, não podemos ousar muito”, diz Pimenta.

Histórico  

O comportamento conservador do  brasileiro na hora de se vestir é explicável, não só pela cultura nacional, que  mantém traços machistas, mas também porque o hábito de consumo do nicho ainda é novo no país.

“Na moda brasileira, nos anos 1950, o homem comprava no alfaiate uma roupa sob medida. Na década seguinte, surgem as primeiras lojas especializadas com modelagem pronta. Nos anos 1990, com as marcas de jeanswear e a alfaiataria jovem, o interesse por moda masculina no país começa a se formar”, conta Astrid Façanha, professora de moda do Centro Universitário Senac. Apenas nos anos 2000, com a globalização e a necessidade de mostrar uma boa imagem, que o ramo especializado em vestimenta masculina encontra um lugar no Brasil, fomentado pela busca do consumidor que quer roupas de melhor qualidade e design.

Recentemente, o desejo pelo varejo de luxo, velho conhecido das mulheres, também entrou na cartilha masculina, o que levou à procura de marcas como a nacional João Pimenta, que usa técnicas de alta costura, e das estrangeiras, como Armani e Salvatore Ferragamo. “A oferta é grande e variada, e se existe oferta, existe demanda. O homem entendeu que a aparência é importante, que ele não pode mais ser padronizado. Ele tem que sair da caixinha e mostrar quem ele é. E a moda o ajuda nesse processo”, diz Astrid.

Fonte: http://veja.abril.com.br/